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LONDRES (Reuters) - O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, disse que o organismo poderá ter de reduzir ainda mais sua projeção para o crescimento mundial caso os governos não se proponham a gastar mais para enfrentar a desaceleração desencadeada pela crise financeira. Estou especialmente preocupado com o fato de que nosso prognóstico, já bem negativo...será ainda mais negativo se não for implementado estímulo fiscal suficiente, afirmou Strauss-Kahn em entrevista à rádio BBC divulgada neste domingo.

A última previsão do FMI aponta para um crescimento mundial de 2,2 por cento em 2009. A próxima revisão dos números ocorrerá em janeiro.

O FMI já propôs uma elevação dos gastos governamentais e cortes temporários de tributos no valor de 120 trilhões de dólares, ou 2 por cento da produção anual global, para compensar a queda da demanda privada em meio à crise.

Segundo Strauss-Kahn, apesar dos níveis "perturbadores" de dívida pública, uma elevação desse endividamento seria o menor de dois males.

(Reportagem de David Milliken)

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