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FMI corta previsão de PIB dos EUA e vê desemprego alto

Por Glenn Somerville

WASHINGTON (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos será bem mais fraco neste ano e em 2011, e isso reduz as esperanças de alívio dos altos níveis de desemprego do país, avaliou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira.

Em análise sobre o cenário econômico norte-americano, o FMI cortou para 2,6 por cento a estimativa de crescimento em 2010, ante projeção de 3,3 por cento anunciada em julho, e disse que o Produto Interno Bruto (PIB) subirá 2,3 por cento em 2011, ao invés dos 2,9 por cento previstos antes.

"A perspectiva mais provável para a economia norte-americana é de uma recuperação continuada mas lenta, com crescimento bem mais fraco do que nas recuperações anteriores, considerando a profundidade da recessão", afirmou o FMI no relatório Perspectiva Econômica Mundial.

Segundo o FMI, a principal razão pela qual a retomada dos EUA está tão fraca é que os gastos do consumidor continuam lentos. A queda dos preços de imóveis reduziu a riqueza das famílias, 9,6 por cento da força de trabalho está desempregada e os bancos não emprestam.

"A taxa de desemprego deve ficar alta", alertou o Fundo. "Os riscos à perspectiva continuam elevados."

O Fundo avaliou também que o mercado imobiliário "ainda está frágil" e o crescente endividamento do governo tem gerado preocupação nos mercados financeiros.

Para o organismo, há um pequeno risco de deflação advindo dos baixos preços ao consumidor, do mercado de trabalho fraco e do desejo de consumidores de poupar ao invés de consumir. Mesmo assim, pediu que o Federal Reserve mantenha a política de juro baixo para tentar incentivar o crescimento.

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