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Nova barreira anunciada pelo Brasil foi avaliada com um misto de aprovação e cautela no Fundo Monetário Internacional

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A nova barreira ao capital especulativo anunciada pelo Brasil foi avaliada com um misto de aprovação e cautela no Fundo Monetário Internacional (FMI). Desta vez "o jogo poderá ser diferente", disse o economista José Viñals, diretor do Departamento dos Mercados Monetário e de Capitais da entidade. Na segunda-feira, o governo brasileiro anunciou a cobrança de 4% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas aplicações de estrangeiros em renda fixa.

A nova política poderá ser mais eficiente que a anterior, segundo Viñals, particularmente porque o imposto foi aumentado de 2% para 4% apenas para os investimentos em renda fixa, isto é, remunerados com juros. Esses investimentos foram os menos afetados pela política anterior, quando os 2% eram cobrados também sobre as compras de ações. Mas só dentro de algum tempo, ressalvou o economista, será possível avaliar com segurança a eficiência da nova medida.

O controle de capitais adotado no Brasil até anteontem foi analisado no Relatório de Estabilidade Financeira Global, divulgado ontem. Em outubro de 2009, os investidores estrangeiros passaram a pagar 2% de IOF quando compravam ações ou aplicavam em títulos de renda fixa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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