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Christine Lagarde reiterou que a potência asiática precisa dar mais atenção aos seus desequilíbrios internos e reforçar seu mercado doméstico

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A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse hoje que as condições econômicas globais fracas colocam mais relevância na necessidade de a China de mudar seu modelo de crescimento.

Discursando num fórum em Pequim, Lagarde elogiou a China por reduzir seu superávit em conta corrente para menos de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), ante mais de 10% em 2007. Mas o sucesso no reequilíbrio externo não deve tirar o foco das reformas internas necessárias, argumentou Lagarde.

"A atenção agora se desloca para os crescentes desequilíbrios internos e, notavelmente, aos níveis persistentes e muito altos de investimento", disse. "O consumo doméstico precisa assumir um papel ainda maior no crescimento. Isso precisa acontecer ou as tensões do caminho atual do crescimento vão se tornar mais evidentes".

Lagarde disse que a China deve incentivar a renda das famílias, lembrando que o rendimento disponível das famílias caiu de 65% do PIB em 2000 para menos de 60% em 2010.

Ela também listou várias reformas necessárias para assegurar a estabilidade financeira, como liberalização da taxa de juros, taxa de câmbio mais flexível e a abertura da conta capital.

"Não vejo razão para que o yuan não alcance o status de moeda de reserva internacional e ocupar a posição à altura do tamanho da economia chinesa", disse.

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