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A instituição estima inflação de 6,5% em 2011, com leve desaceleração para 6,4% em 2012.

Apesar do emprenho do governo brasileiro no controle do avanço generalizado de preços, o FMI ainda percebe riscos inflacionários no país. A instituição estima inflação de 6,5% em 2011, com leve desaceleração para 6,4% em 2012.

"Ainda vemos riscos de inflação porque há aumento de demanda e crescimento forte do crédito, em torno de 20% ao ano", disse Rupa Duttagupta, subchefe da divisão de estudos globais do fundo.

Ao comentar as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o Brasil ter atingido melhor nível que os EUA na nota de risco pelo Credit Default Swap (CDS), o diretor do departamento de pesquisa do fundo, Olivier Blanchard, ressaltou que "o Brasil está colhendo os frutos de uma política econômica responsável", enquanto nos EUA há a discussão sobre a elevação do teto do endividamento.

O executivo, entretanto, diz não acreditar em uma dupla recessão nos EUA. "Há força suficiente para evitar uma recaída econômica", afirmou. A previsão do FMI para o produto interno bruto dos EUA é de crescimento de 2,5%, em 2011, e 2,7%, em 2012. Para o Brasil, a instituição prevê expansão 4,1% e 3,6%, respectivamente.

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