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O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, advertiu os governos para evitarem a prática do protecionismo pela porta de trás, ao buscarem ajudar suas economias em meio à desaceleração global. Em comentários prévios ao encontro do G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) em Roma que ocorrerá neste fim de semana, Strauss-Kahn afirmou ser improvável que os governos recorram a medidas abertamente protecionistas - com elevação de tarifas - mas acrescentou haver um risco real de que o setor financeiro seja atingido por uma onda de protecionismo.

"Quando os governos oferecem recursos ou recapitalizam os bancos, podem acrescentar alguns comentários de que os recursos deveriam permanecer em casa", disse o diretor-gerente do FMI. Strauss-Kahn também destacou o risco das medidas "Buy American" (compre americanos) presentes no pacote de estímulo norte-americano. "Pode haver, nos diferentes pacotes de estímulo, alguns comentários ou emendas dizendo que o dinheiro deva ser usado para a compra de produtos nacionais. Portanto, este tipo de protecionismo pode voltar", disse.

Seus comentários antecedem, além da reunião do G-7, a votação no Senado e na Câmara dos EUA de um pacote de US$ 789 bilhões para estimular a economia norte-americana. "O risco de uma política do 'empobrecimento do vizinho' é elevado e acredito ser parte de nosso trabalho esclarecer que de modo nenhum, durante um crise global (deveria haver) uma solução doméstica ou nacionalista: temos de encontrar uma resposta global", afirmou. As informações são da Dow Jones.

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