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O fluxo de veículos em estradas com pedágios nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro caiu 1% e 2%, respectivamente, na comparação de maio com abril, de acordo com pesquisa divulgada hoje pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e pela Tendências Consultoria Integrada

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O fluxo de veículos em estradas com pedágios nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro caiu 1% e 2%, respectivamente, na comparação de maio com abril, de acordo com pesquisa divulgada hoje pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e pela Tendências Consultoria Integrada. O levantamento já desconta os efeitos sazonais.

O indicador do fluxo de veículos dá pistas sobre a situação econômica do País. O movimento de veículos leves (de passeio) é um indicativo do nível de renda da população, enquanto o fluxo de veículos pesados (cargas), sinaliza o nível de atividade de setores como indústria e agronegócio.

Em São Paulo, a queda no fluxo de veículos foi determinada pela retração de 3,2% na circulação dos veículos leves, uma vez que os pesados ampliaram em 1,6% o tráfego pelas estradas com pedágios. No Rio de Janeiro, a queda no fluxo total foi motivada pela diminuição de 2,8% na circulação dos veículos leves e pela estabilidade dos pesados.

Paraná e Rio Grande do Sul, dois Estados intensivos na atividade agrícola registraram, pela ordem, altas de 1,1% e 2,5% no fluxo total de veículos nas estradas no mês de maio, puxados pelos veículos pesados.

¿?ndice geral

A queda de 1,4% no fluxo de veículos nas estradas com pedágios do País em maio ante abril foi puxada pela retração de 3,5% na circulação dos veículos leves nesse período, conforme aponta a pesquisa divulgada mais cedo. Na avaliação de Juan Jensen, economista responsável pela pesquisa, o mau desempenho dos veículos leves no mês passado está relacionado à base de comparação alta, mas principalmente aos impactos da inflação. "O desempenho dos leves pode refletir o impacto da inflação, comendo a renda dos consumidores", observou Jensen.

No caso da base alta de comparação influenciando negativamente o comportamento dos leves em maio, o economista explica que ela está relacionada ao calendário de abril, que abrigou um feriado prolongado - Tiradentes e Páscoa -, o que estimulou as famílias a viajarem de carro. Já os veículos pesados foram na contramão dos leves em maio ao apresentar crescimento de 1,3% nas passagens pelas praças de pedágios. No caso dos pesados, de acordo com o economista, o aumento foi puxado pelo Paraná, que está mais ligado à agricultura.

"O escoamento de soja, milho e algodão e o movimento de espera dos agricultores pelo melhor preço da safra pode ter contribuído para as altas expressivas de pesados observadas no Paraná e no Rio Grande do Sul", diz Jensen. No Paraná, o fluxo total de veículos em maio cresceu 1,1%. Os leves reduziram em 6,2% a circulação pelas estradas paranaenses e os pesados aumentaram em 7,2%. No Rio Grande do Sul, o fluxo total cresceu 2,5%, o dos leves caiu 5,1% e o dos pesados subiu 2,1%.

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