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O preço do álcool combustível apresentou elevação de 14,08% nos postos da capital paulista na terceira quadrissemana de outubro (últimos 30 dias encerrados em 23 de outubro), conforme apurou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). A variação foi mais expressiva que a alta de 11,72% observada no combustível na segunda quadrissemana (30 dias terminados em 15 de outubro) e foi um dos fatores decisivos para puxar a inflação total no município para cima no período, de 0,09% para 0,16%, depois de um processo de desaceleração que vinha sendo verificado semanalmente em São Paulo desde o fim de agosto.

Na divisão por grupos do IPC, justamente aquele que contém o álcool, o de Transportes, foi um dos principais destaques de alta da inflação, apresentando uma variação de 0,64% ante 0,52% da medição anterior da Fipe e respondendo por 0,10 ponto porcentual (64,93%) de toda a taxa do indicador geral. No mesmo grupo, chamou a atenção também o avanço do preço da gasolina, de 1,01% ante alta de 0,83%.

Outro grupo que ajudou a puxar o IPC para cima foi o de Habitação, que subiu 0,49% na terceira quadrissemana ante variação anterior de 0,39%. Neste grupo, destaque para as variações do gás de botijão (de 4,03% ante 4,96%) e do item água/esgoto (alta de 2,53% ante 1,49%), que começa a refletir com maior intensidade o reajuste de tarifa de 4,43% promovido ainda em setembro pela Sabesp na tarifa de água e esgoto na capital paulista.

Na outra ponta do IPC, com uma queda de 0,72%, o grupo Alimentação impediu um impacto maior sobre o bolso do consumidor. Apesar de o recuo ter sido menor que o de 0,93% da segunda quadrissemana, o grupo ainda respondeu por um alívio de 0,16 ponto porcentual na taxa geral do IPC. Dentro da Alimentação, destaque ainda para o subgrupo Produtos In Natura, que recuou 2,22% ante baixa anterior e mais intensa, de 2,59%. Neste subgrupo, destaque para as quedas menores, mas ainda expressivas, nos preço das frutas (-3,14% ante -3,39%) e dos legumes (de -4,74% ante -6,70%).

Um alimento de destaque de alta do período foi o açúcar, que avançou 10,40% na terceira quadrissemana. A variação, no entanto, já foi menos significativa que a de 12,32% apresentada pelo produto na segunda quadrissemana deste mês.

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