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FRANKFURT - As ações europeias encerraram o pregão desta quinta-feira em baixa, puxadas pelas financeiras, notavelmente a resseguradora Swiss Re, à medida que dados desanimadores dos dois lados do Atlântico indicaram perspectivas ruins para os ganhos corporativos. Os mercados praticamente ignoraram as esperadas decisões de política monetária do Banco da Inglaterra, que cortou sua taxa básica de juro em 0,50 ponto percentual para o nível recorde de baixa de 1,0%, e do Banco Central Europeu (BCE), que deixou sua taxa de juro inalterada em 2%.

O índice FTSEurofirst 300, que acompanha as principais ações do continente, fechou em queda de 0,11%, a 810 pontos, bem acima da mínima do dia, depois de uma forte aceleração das bolsas dos Estados Unidos.

As ações da Swiss Re despencaram 28% depois que a empresa divulgou um prejuízo líquido ao redor de 1 bilhão de francos suíços.

O Deutsche Bank caiu 4,5% depois que a instituição divulgou um prejuízo líquido de aproximadamente 4 bilhões de euros e apresentou perspectivas futuras ruins.

O banco suíço UBS perdeu 6,5% e o Société Générale da França caiu 5,4%.

As ações da Unilever recuaram 6% depois que a empresa de produtos de consumo descartou todas as suas metas por conta das incertezas econômicas globais.

Entre os ganhadores, destaque para o BG Group que avançou 10% depois que a produtora de gás britânica divulgou um lucro acima das expectativas e apresentou uma perspectiva positiva de ganho futuro.

Em Londres, o índice Financial Times fechou praticamente estável, com leve alta de 0,01%, aos 4.228 pontos.

Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,39%, para 4.510 pontos.

Em Paris, o índice CAC-40 caiu 0,09%, para 3.066 pontos.

Em Milão, o índice Mibtel encerrou em alta de 0,15%, a 14.370 pontos.

Em Madri, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,65%, para 8.440 pontos.

Em Lisboa, o índice PSI20 teve queda de 1,06%, para 6350 pontos.

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