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Vai aplicar a restituição do IR? Pense em prazo, valor e risco

Poupança, CDB, fundos e previdência. Investir depende do tamanho da restituição e do tempo que o dinheiro pode ficar rendendo

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo |

Getty Images
Chegou a restituição do IR? Faça as contas e veja onde aplicar
Na hora de aplicar o dinheiro da restituição do imposto de renda, o contribuinte deve ter três pontos principais em mente, segundo especialistas: seu perfil de risco, o prazo que tem para deixar o dinheiro rendendo e o valor que receberá. Após responder a essas três perguntas, o labirinto das aplicações começa a dar melhores pistas sobre o futuro do dinheiro.

Para saber se tem perfil conservador, moderado ou arriscado, o contribuinte pode responder a algumas questões na página de seu banco na internet. “O investidor precisa primeiro se conhecer e, para isso, todos os bancos possuem um questionário que dá uma boa visão, tanto para cliente quanto para gerente, dos produtos que podem ser oferecidos”, diz Marcos Daré, diretor da área de investimentos do Bradesco. “Se conheço meu perfil, sei quais taxas estou disposto a pagar e quais riscos quero correr.”

O prazo que o investidor tem para deixar seu dinheiro rendendo também é crucial para escolher o tipo de aplicação. CDBs, por exemplo, têm incidência de IOF se houver resgate antes de 30 dias, lembra Daré. Poupança só rende na data do aniversário, continua. Já os fundos possuem alíquotas de imposto de renda que vão diminuindo ao longo dos anos, diz Maria Francisca Sachs, diretora do private banking do Banco Fator.

O terceiro ponto, e que funciona como um limitador no caso da restituição, é o valor que se tem para aplicar. Para a maioria dos contribuintes, a restituição não rende saldos vultosos, o que dificulta a contratação de novos produtos, observa Maria Francisca. “No caso do varejo, o investidor precisa ter cuidado com as taxas que serão cobradas, pois tendem a ser maiores, quanto menos se investe”, diz. Na opinião dela, fundos de renda fixa com taxa acima de 2% devem ser evitados.

Tendo essas questões em mente, os especialistas fazem algumas sugestões que podem caber no bolso de cada um. Confira seu perfil (as opções tomam como base a contratação de um novo investimento, e não aplicações extras em carteiras já existentes):

Poupança – Maria Francisca recomenda a opção para restituições de valores pequenos e que podem esperar até a data de aniversário. A comparação aqui é feita com fundos ou CDB, que tendem a cobrar mais de quem tem pouco a aplicar. Para Marcos Daré, também é uma escolha para quem quer segurança, e tem tanta preocupação com juros, já que tem pagado em torno de 6% ao ano. “A poupança remunera menos, mas tem garantia do governo federal para aplicações de até R$ 70 mil”, afirma.

CDB – Opção boa para o cenário atual, de juro em alta, diz Maria Francisca. “O CDB é interessante pois não tem come-cotas, como os fundos, nem taxa de administração”, diz. Mas a opção fica mais vantajosa para quem pode esperar. Edson Franco, superintendente de investimentos do Santander, lembra que, quanto mais tempo o dinheiro é mantido, maior será a fatia do CDI paga pelo CDB (no caso de CDB atrelado ao CDI). Um produto, por exemplo, já pode pagar 100% do DI ao final do terceiro ano.

Fundos – São várias as modalidades de fundos, desde os mais conservadores (atrelados ao DI) até os fundos de ações. Franco, do Santander, lembra que a incidência de imposto de renda é regressiva: 22,5% para o dinheiro que fica até seis meses, 20% para um ano, 17,5% para até dois anos e 15% depois de dois anos.

Previdência – A aplicação é recomendada para quem pode deixar o dinheiro por mais tempo, acima de cinco anos, diz Franco, do Santander. Ele lembra que os planos de previdência têm vantagens fiscais. Os produtos mais comuns são o VGBL e o PBGL. A diferença entre as modalidades dos produtos oferecidos pelos bancos está na forma de pagamento de imposto.

O VBGL é destinado aos que fazem declaração simplificada de Imposto de Renda (IR) e, por isso, é o mais vendido. No PGBL, o investidor conta com o incentivo fiscal concedido aos planos de previdência. Com isso, pode deduzir de sua base de cálculo do IR as contribuições feitas a esses planos até o limite de 12% de sua renda bruta anual.

Letras financeiras – Daré, do Bradesco, recomenda as letras para quem terá restituições gordas e pode deixar, por exemplo, R$ 300 mil no banco por pelo menos dois anos. “Os prêmios são maiores.”

Para quem já tem aplicação, uma boa opção é fazer um rebalanceamento dos investimentos, diz Franco, do Santander. “Se seu perfil é moderado e sua carteira tem 100% das aplicações em renda fixa, pode colocar um pouco em ações, por exemplo.” Daré, do Bradesco, também recomenda que não se coloque todos os ovos na mesma cesta. “Um mix de CDB, fundos multimercados, de ações ou DI é interessante.”

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