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Guido Grinbaum é o CEO e fundador do YOP, o app é uma rede social de compra e venda que chegou ao país em outubro

O empresário argentino Guido Grinbaum é um rosto desconhecido para os brasileiros, mas já é reconhecido na América Latina como um empreendedor de sucesso. Ele criou, ao longo de 15 anos, seis startups de sucesso que foram vendidas para grandes empresas. A aposta mais recente é um app de rede social de compra e venda, o YOP, que já tem 2 milhões de usuários no Brasil.

Guido Grinbaum, CEO e fundador do YOP, aposta no Brasil para crescer no mercado de classificados mobile
Divulgação
Guido Grinbaum, CEO e fundador do YOP, aposta no Brasil para crescer no mercado de classificados mobile

Formado em engenharia industrial pela Universidade de Buenos Aires, o argentino possui mais de 15 anos de experiência trabalhando com internet e marketing direto. Quando era diretor de marketing da PepsiCo para a América Latina, decidiu usar sua experiência para empreender.

Guido começou com os portais de leilões DeRemate e Baazee, vendidos para o Mercado Livre e Ebay, respectivamente, em 2003 e 2006. Fundou também a Dridco, vendida em 2014 para a Navent e LatamAutos em uma transição milionária envolvendo os cinco portais de classificados mais vistos da América Latina. Além dessas, foram mais três startups na área de classificados.

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O empreendimento mais recente do argentino é um app que funciona como rede social de compra e venda. O YOP foi lançado em outubro na Argentina, México e Colômbia, além do Brasil. 

O empresário vê no país um dos principais mercados a serem explorados. “A demanda de canais para a venda e compra de produtos usados é pequena e, quando se trata de mobile, ela é quase escassa”, acredita. Para Guido não há um concorrente direto que possua os diferenciais do YOP.

Seu investimento é de U$ 1 milhão, com a intenção de obter sucesso já no final de 2015, para poder investir mais no próximo ano, a fim de se consolidar dentro do mercado nos anos seguintes.

No Brasil, Flávio Maria, board da YOP e investidor, é o porta-voz do aplicativo. Segundo ele, o objetivo é ser lembrado como uma plataforma segura de transações, mas, ao mesmo tempo, uma rede social. “O vendedor põe a cara a tapa porque se cadastra com o facebook. Fica mais seguro para quem compra”, afirma.

O YOP oferece uma forma de pagamento opcional que garante a transação. A opção cobra 15% por transação e guarda o dinheiro até o comprador afirmar que recebeu o produto corretamente. Após a confirmação, o dinheiro é depositado na conta do vendedor.

No Brasil são mais de 500 mil usuários ativos, que movimentam cerca de R$ 200 mil por dia. São mais de 2 mil transações diárias. O objetivo do app, segundo Maria, não é focar no faturamento nesse momento e, sim, na usabilidade e feedback dos usuários. Mesmo com essa prioridade, a expectativa é chegar na metade de 2016 com pelo menos 5 milhões de pessoas cadastradas.

>> MAIS: 10 empreendedores com menos de 30 anos para se inspirar


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