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Exportação, licenciamento, franquia, propriedade direta e joint venture; veja as vantagens e desvantagens de cada modelo

O franchising brasileiro está em contínuo movimento de expansão para o mercado internacional. Seja para diversificar a operação ou mesmo apostar em um país que ofereça melhores condições de mercado, para 2016 são esperadas 180 marcas franqueadoras nacionais operando fora das fronteiras.

O processo de internacionalização pode ser feito de diversas maneiras, estando ou não fisicamente instalado em outro país. Os mecanismos mais utilizados são: Exportação, Licenciamento, Joint Venture, Franquias e Propriedade Direta (lojas próprias).

"São projetos diferentes, com riscos maiores ou menores para cada tipo de rede, que devem ser ponderados", explica o diretor internacional da ABF (Associação Brasileira de Franchising), André Friedheim.

Licenciamento, Exportação e Franquias (iGUi)

Um exemplo de franquia que ilustra três desses processos é a iGUi Piscinas, que começou licenciando comerciantes já consolidados no mercado sul-americano – na Argentina, majoritariamente – e, com isso, iniciou a venda dos seus produtos fora do Brasil. 

Cada loja da iGui vende, em média, 150 piscinas por ano
Divulgação
Cada loja da iGui vende, em média, 150 piscinas por ano

Além disso, a marca também exportou piscinas para países como o Paraguai, usando as fábricas em território brasileiro. No entanto, posteriormente com fábricas sendo construídas fora do Brasil (atualmente são cerca de 40), a iGui passou a franquear para estrangeiros e, inclusive, mantém estruturas de gestão nestes países.

Por conta do desenvolvimento gradativo e experiência em vários mecanismos de internacionalização, a iGUi foi considerada, recentemente, como a marca de franquias mais internacionalizada do Brasil pela Fundação Dom Cabral.

Propriedade Direta (Giraffas)

Em 2006, o Giraffas passou a estudar o mercado americano de alimentação e, em julho de 2011, inaugurou sua primeira loja na Flórida, Estados Unidos. O modelo escolhido foi o de Propriedade Direta (lojas próprias), em uma estratégia de solidificar a marca antes de expandí-la.

Segundo a Fundação Dom Cabral, o Giraffas é a 10ª franquia brasileira mais internacionalizada
Divulgação
Segundo a Fundação Dom Cabral, o Giraffas é a 10ª franquia brasileira mais internacionalizada

O abastecimento dos restaurantes nos EUA é realizado por meio de uma empresa de logística que centraliza praticamente 100% dos insumos comprados pelos restaurantes. O Giraffas não importa nada diretamente do Brasil. Mesmo alguns itens típicos como guaraná, farinha, cerveja e vinhos são importados por distribuidores locais estadunidenses e revendidos para a franqueadora.

Mesmo após quase 5 anos no mercado, das 10 unidades Giraffas em território norte-americano, seis ainda são unidades próprias da franqueadora. O movimento de transferência para franquias começou no ano passado e pretende continuar fortalecido em 2016. Atualmente, segundo a Fundação Dom Cabral, o Giraffas é a 10ª franquia brasileira mais internacionalizada.

Joint Venture (Ahoba Viagens e Innperium)

A rede de franquias Ahoba Viagens existe há menos de um ano – apesar de já ter 57 unidades franqueadas – e decidiu se unir comercialmente à Innperium, uma das principais redes de revenda de pacotes de viagem em todo o País. 

Portugal é alvo da expansão da parceria entre Ahoba e Innperium por facilidade linguística
Reprodução de Internet
Portugal é alvo da expansão da parceria entre Ahoba e Innperium por facilidade linguística

O objetivo é expandir ainda mais em 2016, para dentro e fora do Brasil. Por meio do mecanismo Joint Venture, as empresas se juntarão em uma só para explorar o mercado estrangeiro ainda no primeiro semestre do próximo ano. A Ahoba entrará com a operação e a Innperium será a responsável pela expansão da rede com o capital humano.

Explicando: parte da rede de profissionais da Innperium se tornarão franqueados Ahoba, como se fossem consultores, e ajudarão na expansão da marca ao mesmo tempo que terão a oportunidade de fechar mais viagens. 

O foco inicial é o mercado europeu, especialmente Portugal, pela não existência da barreira linguística que demandaria a atualização de toda a plataforma de vendas online da Ahoba. 

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