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Segundo dados do Espaço Inovação, no CIAB Febraban 2015, apenas 30% das startups que apresentam novas tecnologias para o mercado financeiro foram capazes de se manter ativas

É preciso inovar sempre para que a empresa não viva o ciclo de vida do produto e depois feche
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É preciso inovar sempre para que a empresa não viva o ciclo de vida do produto e depois feche


Há dez anos, o Instituto Tecnológico de Software (ITS) promove um espaço dentro do CIAB Febraban - Congressso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras, para 24 pequenas e médias empresas apresentarem soluções inovadores para possíveis compradores num estande coletivo chamado Espaço Inovação. Foram ao todo 157 empresas que mostraram seus produtos e soluções inovadoras durante esses anos . Porém, de todas as empresas que passaram pelo espaço, em média apenas 30% delas conseguem sobreviver ao seu quinto ano. Para José Vidal Belletini, diretor executivo do ITS, a principal razão do sucesso, ou fracasso, das empresas que participaram desse programa é a capacidade delas continuarem inovando.

O diretor explica que, muitas vezes, a empresa vive o ciclo de vida do produto e depois fecha as portas por não apresentar uma nova solução que acompanhe as demandas do mercado. “Há dez anos, a grande tendência do setor de software financeiro era o home banking, as transações bancárias feitas de casa pelo computador. Depois, a questão da segurança, de garantir que essas transações ocorram sem fraude, ficou muito relevante. Hoje, a grande tendência é de aplicativos de celular”, diz Vidal.

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Um estudo recente feito pela CEB, empresa especializada em análises do mercado corporativo, constatou que 33% do orçamento global de TI foi para a inovação, o que prova como esse segmento é dinâmico. Uma das empresas que passou pelo Espaço Inovação, e hoje é um case de sucesso em faturamento e inovação, é a BR Token. A empresa, especializada em soluções para autenticação de usuário e assinatura de transações digitais na internet, começou numa incubadora em Santa Rita do Sapucaí (MG) e hoje ocupa uma área de 1200 m2 onde fica sua fábrica e área de pesquisa e desenvolvimento, e seu faturamento, que era de 1,5 milhões em 2009, quando apresentou seu produto no CIAB, para 14 milhões no ano passado.

Vidal explica que a maior fonte de inspiração para buscar novas soluções é escutar o seu cliente. “Muitas vezes, principalmente nas pequenas e médias empresas, a pessoa que criou a solução centraliza a parte de inovação, o que é um erro. Você fazer uma coisa certa na vida não quer dizer que você vai fazer sempre, então você tem que se preparar e criar condições para que a inovação surja”. O diretor explica que o contato com o cliente é muito importante para a criação de novos produtos. “A grande dinâmica da inovação vem da interação entre as partes. Você conversar o seu consumidor final vai permitir o conhecimento por novas demandas, ou até mesmo se a sua ideia é realmente nova ou já existe no mercado”.

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