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Na contramão do pessimismo do empresariado nacional, rede de franquias prevê o maior crescimento da história da marca em número de lojas – e deve chegar a R$ 856 milhões em faturamento

A Copa do Mundo, as eleições e o resfriamento da economia têm gerado um certo desânimo entre o empresariado nacional. Aparentemente, esse mau humor generalizado do mercado não pegou o Giraffas, rede brasiliense de restaurantes fast food. Descolados do pessimismo, esperam um crescimento de 6% no faturamento, totalizando R$ 856 milhões.

Acontece que o número de lojas não deve se manter o mesmo – e esse é outro motivo para o otimismo de Eduardo Guerra, diretor de Expansão da rede e filho do fundador. Até o final do ano, a rede terá adicionado 50 novos contratos prontos para virar ponto de vendas, a maior expansão já vista pela franquia. Para 2018, a expectativa da empresa é chegar aos R$ 2 bilhões de faturamento, com 700 lojas pelo Brasil.

Guerra não nega que a instabilidade está presente no mercado nacional, mas reconhece que o mercado de alimentação – especialmente quando o gasto médio é de R$ 21,50 – é sempre "o último a sentir" essas instabilidades.

O modelo de negócio do Giraffas acaba especialmente favorecido. "No momento de incerteza, as franquias são um investimento mais seguro para os empreendedores”, comenta. “Fomos beneficiados com este momento.”

O crescimento do agronegócio tem pautado a expansão do Giraffas. Hoje, Guerra investe pesado nas lojas pelo interior do País, fora das grandes capitais. A demanda era por modelos de negócio um pouco mais baratos, uma vez que a circulação de clientes é, naturalmente, reduzida.

Ainda nas capitais, o modelo chamado Fast Casual também tem ganhado mais espaço. São lojas de rua com um cardápio diferença e, principalmente, um ambiente mais aconchegante e descolado, a exemplo das três unidades da rede nos Estados Unidos. “Queremos ofertar uma experiência além do produto.”

Também nessa tentativa de trazer um público maior para a rede, o Giraffas começa a abertura de lojas Tostex, rede de lanchonetes que serve café, sopas, saladas e lanches leves. Por ora, essas unidades ainda não são tão fáceis de encontrar – são apenas cinco em funcionamento, todas em São Paulo, destinadas aos públicos A e B. Esta é a principal justificativa da primeira loja ter sido aberta no Shopping Cidade Jardim, na zona sul de São Paulo.

Guerra pretende inaugurar mais 20 unidades até o final deste ano. Por ora, você não vai encontrar nenhuma referência ao Giraffas nas novas lanchonetes Tostex. “Em algum momento podemos fazer isso, mas por enquanto estamos trabalhando uma identidade visual totalmente diferente”, explica. As lojas Tostex custam, desconsiderando o ponto, entre R$ 200 mil e R$ 300 mil – até 2018, o Giraffas espera ter 160 lojas da nova marca.

Mais que isso, a loja usufrui também da capilaridade dos fornecedores que hoje entregam todo o tipo de matéria-prima para a operação. Por isso mesmo, um outro modelo, o "store’n’store", começa a ganhar relevância dentro das operações da marca.

A um custo de cerca de R$ 1,2 milhão, o franqueado consegue colocar em um mesmo ponto as lojas Giraffas e Tostex, atendendo públicos diferentes em horários diferenciados. “As fachadas precisam ficar separadas, mas o custo logístico de estoque, por exemplo, fica melhor estruturado”, pontua Guerra.

Atualmente os aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP), o Salgado Filho, em Porto Alegre (RS) e o Aeroporto Internacional de Recife (PE) já contam com lojas neste formato.


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