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Com investimento de R$ 150 mil, site cruza dados de pessoas com interesses em comum para compartilhar moradia

Imagine passar a dividir o mesmo teto com uma pessoa que você acaba de conhecer. Essa é a proposta do site Moove In, lançado em março. A startup cruza o perfil de desconhecidos com algo em comum – além do orçamento reduzido e da necessidade de se mudar para uma determinada cidade.

 Arthur Lima e Beatriz Varella, fundadores do Moovin
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Arthur Lima e Beatriz Varella, fundadores do Moovin

Com aporte inicial de R$ 150 mil, recebido da incubadora Jurema, os fundadores da empresa investiram em pesquisa, design e no software que aproxima usuários em busca de moradia e com os mesmos interesses. As redes sociais dão uma mãozinha no processo para localizar amigos de amigos.

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Beatriz Varella, uma das fundadoras do site, conta que a startup surgiu de conversas com quem divide ou já dividiu moradia. “Percebemos dificuldades nesse processo, em especial no relacionamento entre os moradores quanto a afinidade e perfil”.

Uma pesquisa feita pelos fundadores da startup com 209 participantes constatou que 58% dos internautas preferem encontrar um parceiro por indicação de amigos ou parentes, e o restante por outros meios (internet e anúncios).

Para Beatriz, o brasileiro resiste em morar com estranhos especialmente por desconhecer a personalidade do outro. "Acaba sendo mais fácil mudar com quem você já conhece, mas não é um pré-requisito. O importante mesmo é ter certas afinidades, personalidade e interesses em comum", acredita.

Concebida em 2013, a empresa já recebeu cadastros de interessados em dividir aluguel em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba. “Nosso plano é atingir as principais cidades do País ainda este ano, com foco nas universitárias”, diz Beatriz.

Mapa dos cadastros com vagas para dividir aluguel no Brasil
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Mapa dos cadastros com vagas para dividir aluguel no Brasil

Nas duas primeiras semanas de vida, o site recebeu 1.200 usuários cadastrados e 150 vagas de quarto individual ou compartilhado para dividir, segundo a fundadora. “Nosso objetivo é que esse número seja de 150 mil até o final do ano, a partir de esforços de divulgação paga, social media e dos próprios usuários”.

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A inspiração do negócio também veio do modelo existente em outros países, como o EasyRoommate, conhecido no Brasil como EasyQuarto. Mas o diferencial da startup brasileira, observa Beatriz, é o propósito de conectar pessoas com os mesmos interesses.

Com serviço gratuito por enquanto, a empresa planeja se rentabilizar com a oferta de assinatura de serviços adicionais para quem procura parceiros de aluguel. Outra forma de criar faturamento será por meio de parcerias com imobiliárias e proprietários de imóveis.

14 filmes que contam histórias de estranhos que dividem o mesmo teto:


* Com a colaboração de Reinaldo Glioche.