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Ricardo de Leon transformou a rede Natortilha em franquia e adaptou cardápio para ter boa aceitação dos clientes

Empresa já tem 10 unidades no País; o plano é fechar o ano com 30 lojas abertas
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Empresa já tem 10 unidades no País; o plano é fechar o ano com 30 lojas abertas

Familiarizado com o paladar brasileiro, o mexicano Ricardo de Leon resolveu levar esse conhecimento para a gastronomia. Já são quase 16 anos no Brasil – ele chegou em 1998 para assumir um dos postos executivos da fabricante de bebidas Del Valle.

Agora, De Leon se divide entre a fábrica de sucos Tial, a de polpas para sucos – situada na Argentina – e a franquia de comida mexicana Natortilha.  O empresário tinha consciência que poderia condenar o negócio ao insucesso caso simplesmente importasse as receitas de seu país de origem. Por isso resolveu nacionalizar o restaurante. Nele, o cliente pode misturar ingredientes tipicamente brasileiros com os sabores do México em tortilhas de 22cm ou 28cm e nachos.

Segundo o idealizador do empreendimento, o conceito, chamado de MexBra – inspirado no TexMex – propõe um produto mais globalizado, adaptado ao paladar de quem vive no Brasil.

O preparo é rápido. O consumidor escolhe a massa – tortilha integral ou de trigo ou cesta para salada), depois o recheio e o queijo, com a opção de comer quente ou frio. O próximo passo é adicionar os legumes e as verduras, além dos molhos – maionese com manjericão, tomate com ervas finas, sour cream, pimenta mexicana e quatro pimentas brasileiras.

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No restaurante, o cliente encontra também saladas, nachos e sorvetes, tudo inspirado nos quatro elementos da natureza. Na parte da terra estão presunto, carne seca e frango; na água, siri, kani e atum; no fogo, o chili com carne; e no ar, berinjela, queijo minas e semente de trigo. Também foi adicionado um quinto elemento: o amor, que inclui os doces.

As bebidas típicas não poderiam ficar de fora. Estão no cardápio as cervejas mexicanas e uma margarita frozen, com o sal e o limão colocados no canudo  – exceto na unidade que fica em uma faculdade na cidade de São Paulo.

Do México para o Brasil

De Leon veio do México para o Brasil a serviço da Dell Vale, marca de sucos inicialmente mexicana, e trabalhou para a empresa durante cinco anos no País. Durante esse período, abriu com dois sócios brasileiros uma fábrica de polpa de frutas em Mendoza, na Argentina, que tem grandes empresas como Danone e Schincariol como clientes.

No entanto, ao não encontrar tortilhas, nachos e pimentas – bases da comida mexicana – Leon importou máquinas do seu país de origem e obteve representação e exclusividade de uma das maiores fabricantes de pimentas do México. Assim, a ideia era vender um pacote de tortilhas com um frasco do líquido picante nos supermercado, mas o plano não deu certo.

Em Americana (SP), cidade onde mora, o empresário vendia as iguarias nas festas de peão. Depois de criar uma estação móvel – como um carrinho de pipoca – prometeu que não ia parar até ver os brasileiros comendo tortilha. “Quando o brasileiro entender que a tortilha é o equivalente a um pão francês, só que mais leve, eu ficarei completamente feliz”, afirma de Leon.

Então, em 2011, nasceu a rede de fast food Natortilha. Em 2013, a empresa começou a vender as franquias da marca e participou da feira da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e e iniciou 2014 com o total de dez lojas. Há três anos, o irmão do empreendedor veio para o Brasil e virou sócio do negócio.

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De Leon conta que “o objetivo agora é a procura de franqueados para poder fazer crescer o negócio, a exposição da marca e a pulverização do restaurante em diferentes pontos”. A expectativa é chegar o final do ano com 30 unidades. Para 2016, o número é bem mais ambicioso: 150 lojas.

Para ser um franqueado, o investimento mínimo inicial é de R$ 135 mil (quiosque), R$ 230 mil (loja de rua) e R$ 300 mil (loja de shopping). A taxa de franquia fica em R$ 25 mil (quiosque) e R$ 40 mil (lojas de rua e shopping), com pagamento de 5% de royalties e 3% de fundo de marketing sobre o faturamento bruto. O faturamento médio é de R$ 60 e o lucro líquido vai de 15% a 22%.

Segundo de Leon, o projeto é diminuir de 15% a 20% do valor total da franquia até o final de 2014.

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