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Em 2013, o País chegou a 2.703 diferentes empresas, contra 2.500 americanas. Setor cresceu 11,9% e movimentou R$ 115 bilhões

Brasil Econômico

O setor de franchising no Brasil fechou o ano de 2013 com faturamento de R$ 115 bilhões, um crescimento de 11,9% em relação ao ano anterior. Apesar da alta de dois dígitos, o número foi menor que o registrado em 2012, quando o mercado teve um salto de 16,2%.

Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF, afirma que o crescimento menor se deu pela diminuição no consumo, por conta do endividamento da população. Para 2014, a projeção da ABF é de um aumento de 10%, impulsionado pela abertura de novos shoppings e do crescimento da economia. Mas o grande número de feriados no país,por conta da Copa do Mundo, e também as eleições vão tornar o ano atípico e desafiador.

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“Os números do setor são muito bons, diante de um quadro de menor consumo. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,3%, o franchising teve uma alta de 11,9%. O número de unidades franqueadas no país chegou a 114.409 em 2013, um aumento de 9,4%. Além disso, o setor contribuiu para a geração de mais de um milhão de empregos diretos. Se contarmos os indiretos, podemos chegar a cinco milhões”, comenta Camargo.

O número de marcas franqueadas também aumentou. Hoje, são 2.703, alta de 11,4% ante 2012. Só no ano passado, 277 franqueadoras chegaram ao mercado. Um número que desbanca, em marcas, o mercado americano, que em 2013 contabilizou 2.500 marcas.

“Em 2013 superamos os Estados Unidos, terra do franchising, que estão em quarto lugar no ranking. De acordo com o World Franchise Council, o Brasil, em número de marcas, só está atrás de China, país com quatro mil marcas e Coreia do Sul.com 3.034”, diz ele.

E nessa expansão há um formato que vem se destacando: os quiosques, que vem sendo adotados por marcas entrantes e empresas que buscam capilaridade. Os números divulgados pela ABF reforçam o valor desses pequenos espaços, que representaram 2,1% do faturamento total do mercado brasileiro, ou seja, R$ 2, 4 bilhões. Entre as grandes marcas franqueadoras,AmBev, McDonald's e Bob's e O Boticário, descobriram as vantagens de reduzir seu tamanho.

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“Os quiosques apresentam uma faceta muito interessante. Além de ser um modelo de negócio acessível, que se adapta a diferentes espaços, eles ganharam vida própria e deixaram de ser uma forma de chamar o consumidor para as lojas físicas. São uma unidade independente. Até a indústria de shopping centers, que antes tinha corredores estreitos, hoje projeta empreendimentos com corredores mais largos, pensando na acomodação de quiosques”, explica Camargo.

Segundo ele, o investimento em uma franquia em quiosque varia de R$ 80 a R$ 230 mil, dependendo do shopping, do bairro e do mix de produtos da unidade.

As microfranquias também brilharam em 2013. Com investimentos de até R$ 80 mil, o segmento representou 5,11% do faturamento do mercado de franquias e fechou 2013 com R$ 5,9 bilhões. São 384 marcas em operação.

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A área que teve o melhor desempenho entre as franquias foi o de Esporte, Saúde, Beleza e Lazer, com 23,9%.Essencial Care, Nagis e Body Concept foram algumas das 73 estreantes. Já as de hotelaria tiveram alta de 21.9%. O pior desempenho foi o de Negócios, Serviços e Outros Varejos, com queda de 4,6%. A descontinuidade de alguns serviços, como os de fotografia e locadoras de vídeo, estão por trás da retração. Além disso, algumas empresas deixaram de atuar como franquias.

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