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Pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Logistas mostra que mulheres estão mais confiantes

As mulheres estão cada vez mais seguras quando o assunto é carreira. Isso é o que mostra uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

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Segundo o estudo, 36% das empresárias casadas admitiram que abririam mão do companheiro ou do marido caso tivessem que escolher entre eles e o trabalho. No meio termo, 40% das entrevistadas precisariam pensar mais sobre o assunto, mas não descartam acabar com o relacionamento. Por fim, 25% das empreendedoras afirmaram que desistiriam do trabalho sem pensar duas vezes.

Mais de 70% das empreendedoras não aceitariam proposta de trabalho com carteira assinada
Thinkstock/Getty Images
Mais de 70% das empreendedoras não aceitariam proposta de trabalho com carteira assinada

Na avaliação de Luiza Rodrigues, economista do SPC Brasil, o resultado do levantamento está diretamente ligado à maior participação das mulheres no mercado de trabalho ou na gestão do próprio negócio.

“Ainda que haja uma defasagem histórica na remuneração das mulheres na comparação com homens, é perceptível uma maior inserção delas nas atividades fora do lar”, afirma a economista.

Elas bancam as despesas domésticas

Ainda segundo o estudo, 70% das mulheres entrevistadas têm participação total ou parcial no pagamento das contas da casa, sendo que 14% se responsabilizam sozinhas pelas despesas, enquanto 56% dividem os custos com o marido.

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Além de acumularem funções da carreira com as atividades domésticas, 49% das empreendedoras dedicam mais tempo à profissão do que um trabalhador assalariado formal. Ou seja, trabalham mais de oito horas por dia.

Apesar do cansaço, quando confrontadas com a situação hipotética de abandonar o negócio em troca de um emprego fixo com a mesma remuneração, apenas 14% admitiram que aceitariam a proposta. Na contramão, 72% das empreendedoras continuariam com a empresa.

“A flexibilidade e a possibilidade de crescimento profissional ajudam a explicar o fato dessas mulheres não quererem abrir mão da condição de empreendedoras”, explica a economista.

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