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Tradicional doce de festas infantis ganha status de grife e vira oportunidade de negócio para microempreendedores que planejam expansão

A microempreendedora Maria Dulce Baccini: venda em feiras permite preço mais atrativo
Taís Laporta
A microempreendedora Maria Dulce Baccini: venda em feiras permite preço mais atrativo

Seja no fogão de casa ou em fábricas próprias, o brigadeiro artesanal virou oportunidade de renda para empreendedores criativos. Há um ano, o casal Maria Dulce e Marcos Baccini hospeda sua tenda em praças no bairro do Brooklin, na zona sul de São Paulo, para vender o doce em sabores como blueberry, chocolate meio amargo, belga e até bicho de pé.

As filhas e o marido ajudam Maria Dulce na produção caseira dos docinhos da La Dolci. Só nas feirinhas, o negócio em família gera vendas em torno de 2 mil unidades por mês, com uma produção semanal de 500 docinhos.

O fato de não precisar arcar com os custos de uma loja física – como impostos, aluguel e funcionários – permite aos doceiros cobrar quase metade do que cobrariam em um estabelecimento formal: o brigadeiro na versão gourmet, que na rua é vendido por R$ 6, não custaria menos que R$ 12 em uma loja, conta Dulce.

A microempreendedora acredita que a vantagem do negócio quase informal – eles pagam impostos pelo uso do espaço público – é não precisar fazer um balanço rígido das contas da empresa e do faturamento. Mas se o plano de expandir a empresa virar realidade, tudo será diferente. “Queremos abrir três ou quatro lojas de uma vez, porque acreditamos ser mais fácil dar certo com vários pontos”, diz.

10 lojas de grife

A mineira Taciana Kalili surpreendeu os convidados da festa de aniversário de seu marido, em São Paulo, quando inventou uma mesa de sobremesas só com brigadeiros de várias cores e sabores. A partir daí, pedidos de encomendas pipocaram e ela não parou mais de produzir.

A ideia de transformar os tradicionais docinhos de festa em opção gourmet, apostando em versões de colher, potinhos e embalagens estilosas deu certo. Taciana abriu a primeira loja da Brigaderia em março de 2010, em um ponto no shopping Market Place, zona sul da capital paulista. Hoje, aos 36 anos, a empresária formada em administração de empresas comanda dez unidades na cidade e no interior paulista ao lado do marido, que virou seu sócio.

A mineira Taciana Kalili, fundadora da Brigaderia
Douglas Luccena/Divulgação
A mineira Taciana Kalili, fundadora da Brigaderia

A empresária produz cerca de 40 sabores de brigadeiros, inclusive nas versões diet e kosher – para agradar a diferentes públicos. O próximo passo, depois de lançar lojas-conceito, é expandir o modelo em franquias, projeto que ela deve levar a cabo ainda este ano.

Expansão do interior

Em Presidente Prudente, no interior paulista, Luciana Rosa começou em 2010 a fazer encomendas de brigadeiros em casa, atendendo a clientes por telefone e por redes sociais. A ideia de dar status gourmet ao doce, usando ingredientes selecionados e novas técnicas de preparo, foi o primeiro passo para fundar a Cia do Brigadeiro.

Em 2011, ela abriu uma loja na cidade e, no ano seguinte, um quiosque em um shopping do interior. “Hoje produzimos uma média de 15 mil brigadeiros por mês”, conta a empresária, que tem uma fábrica para atender à demanda. No início do ano, Luciana passou a se dedicar ao projeto de expansão de franquias. Acabou de abrir a primeira delas em Cuiabá (MT) e, em breve, deve inaugurar unidades nas cidades de Londrina (PR) e São Caetano do Sul (SP).


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