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Lançado em 2011, o Programa Sebrae 2014 ajudou até agora 1.800 empresas de turismo a ganharem competitividade e a identificarem novos nichos de negócios

Brasil Econômico

O futebol, ao contrário do que reza o velho dito popular, não é uma caixinha de surpresas. Para conquistar títulos, atrair seguidores e faturar alto, qualquer clube, nacional ou estrangeiro, tem de traçar planos e metas, desenvolver sua infraestrutura, cuidar do caixa e da tesouraria, saber identificar e valorizar talentos, definir táticas e estratégias e, claro, manter sua equipe permanentemente treinada e motivada. Tais quesitos, vale lembrar, também se aplicam, sem exceção, ao mundo dos negócios.

A Copa do Mundo será disputada entre e maio e junho de 2014
Fifa/Divulgação
A Copa do Mundo será disputada entre e maio e junho de 2014

Não por acaso, portanto, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) resolveu colocar seu time de consultores e experts em campo, com antecedência, para auxiliar empreendedores de menor porte a cumprirem boas campanhas na próxima Copa do Mundo, que será disputada entre e maio e junho de 2014 em gramados brasileiros.

Há três anos, foi dado o pontapé inicial do Programa Sebrae 2014. A iniciativa tem duas vertentes: a identificação, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), de novas oportunidades de negócios em 10 setores prioritários, entre os quais o de turismo; e a elaboração de um check-list que permite aos negociantes detectarem ações concretas para alcançar um maior grau de competitividade. No caso de bares e restaurantes, as dicas incluem a implantação de cardápios trilíngues — em português, inglês e espanhol — e melhores condições de acessibilidade — ponto valorizado por torcedores do Primeiro Mundo.

“Até o momento, já atendemos cerca de 20 mil empresas, das quais 30% do ramo de turismo”, comemora Juarez de Paula, gerente de Comércio e Serviços do Sebrae. “Realizamos seminários nas 12 cidades onde serão disputados jogos do Campeonato Mundial, participamos dos congressos da Associação Brasileira das Agências de Viagens e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes e o trabalho continua.”

Do outro lado do campo, ou melhor, do balcão de negócios, a bola também segue a rolar. A Copa das Confederações serviu como menu degustação em seis capitais para o banquete que será realizado, no próximo ano, pelos 3,7 milhões de estrangeiros que, estima-se, virão ao país para acompanhar a maior festa do futebol. De olho nessa legião de forasteiros, micro e pequenos empresários tratam de ensaiar jogadas para ganhar pontos nas tabelas de classificação de seus segmentos. “A expectativa é justificada. Turistas que vão a Copas do Mundo têm, em geral, alto poder aquisitivo e se interessam, além do futebol, pela cultura, o lazer e a gastronomia dos anfitriões”, assinala Juarez.

Ponto a favor das agências de viagens e operadoras de passeio especializadas e dos restaurantes voltados a culinárias regionais. E há, ainda, boas perspectivas em nichos pouco explorados no Brasil. O gerente do Sebrae cita dois exemplos: alojamentos para jovens (veja reportagem na pág. 6) e bed and breakfasts (confira à direita). “Ambas são opções de hospedagem muito populares na Europa”, conta. “No caso dos bed and breakfasts o grande desafio para os candidatos é padronizar a prestação dos serviços.”

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