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BetaPyx desenvolve academia interna para superar carência de mão de obra

Petrobras, Ambev, GE são algumas empresas que têm suas próprias universidades corporativas. Apesar do peso destes nomes, a criação de uma estrutura interna de ensino não é exclusividade de corporações multinacionais: companhias de pequeno e médio porte também podem lançar mão de alternativas semelhantes para qualificar sua mão de obra.

Eros Viggiano, presidente da empresa
Divulgação
Eros Viggiano, presidente da empresa

A empresa mineira BetaPyx, que atua com soluções estratégicas na área de tecnologia da informação (TI), é exemplo de que universidades corporativas também são para empresas pequenas. Com 50 funcionários, a empresa foi criada há três anos, e desde então sente intensamente o déficit de mão de obra qualificada no Brasil.

Para superar esta barreira, a companhia criou no ano passado uma universidade corporativa, a Arkhademia, que oferece um programa de ensino para o pessoal da área produtiva, como os arquitetos de soluções, analistas de processo de negócio, desenvolvedores de softwares e analistas de qualidade. Estes cursos têm duração de 120 horas, equivalente a um terço de uma pós-graduação lato sensu.

Além da universidade, a companhia mantém programas de gestão de competência, diversidade de valorização salarial. “Nossa preocupação como uma empresa de serviços é reconhecer o valor do capital humano. Por isso adotamos como estratégia o desenvolvimento de pessoas e a formação de pessoal qualificado”, afirma o CEO da empresa, Eros Viggiano.

Segundo o executivo, a BetaPyx está concentrando seus esforços no desenvolvimento do pessoal que tem contato direto com os clientes. Este público é o alvo principal das ações da empresa neste momento, pois seu desenvolvimento garante um retorno imediato para os negócios.

Ainda neste ano, a empresa pretende atacar também outras áreas mais relacionadas a assuntos internos. Para 2014, a universidade tem planos de oferecer cursos de pós-graduação voltados para gestão estratégia. No ano seguinte, será a vez de criar cursos de educação à distância para os funcionários que estarão em outras regiões do País. Sediada em Belo Horizonte, a BetaPyx planeja sua expansão para São Paulo e outras capitais.

De acordo com Viggiano, as aulas são ministradas por professores convidados, especialmente quando se tratam de treinamentos comportamentais, mas também são escalados como professores os profissionais da própria empresa.As aulas ocorrem dentro do escritório da companhia ou em espaços alugados. Para o futuro, um projeto da companhia é fazer uma parceria com uma universidade para criar cursos sob medida. No momento, a BetaPyx está negociando com três diferentes instituções de ensino.

Os trainees da BetaPyx  também fazem parte da universidade corporativa. Nos últimos dois anos, a empresa recebeu 16 trainees, que receberam treinamento de 250 a 300 horas na Arkhademia durante três meses.

Origem

Uma das primeiras empresas do mundo a adotar o conceito de universidade corporativa foi a General Motors, nos anos 1920. Na década de 1950, a GE seguiu o mesmo caminho. No Brasil, o modelo começou a ser usado na década de 1990, e hoje é cada vez mais comum. Uma das suas vantagens em relação ao ensino tradicional é a que os cursos corporativos são mais alinhados às demandas específicas da empresa, além de funcionar como uma ferramenta de atração e retenção de talentos.

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