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Ligia Kogos, Flávio Federico e o fornecedor de carnes do Fasano contam como atraíram clientes influentes

Brasil Econômico

Conquistar clientes influentes e famosos é sonho de muitos profissionais e empreendedores, mas é para poucos. BRASIL ECONÔMICO selecionou algumas histórias bem sucedidas, neste seleto grupo, e descobriu pontos em comum entre eles: uma boa dose de sorte, ser bem muito relacionado, ter determinação e, claro, estar no lugar certo na hora certa e com as pessoas certas.

No caso do chef confeiteiro Flavio Federico o empurrãozinho para o mundo dos clientes famosos veio com o seu pai, que trabalhava com vinhos e era bem relacionado com restaurantes famosos. Na década de 90, Federico já cozinhava e resolveu largar os pratos principais e se dedicar às sobremesas. Começou a trabalhar num hotel e, como era muito curioso, percebeu que ninguém na época misturava doces com ingredientes brasileiros, como rapadura e cachaça. Embora tenha recebido muitas críticas — inclusive do seu pai — Federico seguiu em frente. “No começo tive sorte e segui a intuição, e toda vez que eu tinha uma oportunidade em revista e jornal mostrava os doces com bastante sofisticação”.

Flavio trabalhou em alguns restaurantes que hoje são seus clientes, como o grupo Fasano, Rubayat e o Fogo de Chão, ensinando os cozinheiros a fazer sobremesas. “Senti dificuldade porque toda vez que eu ia embora a qualidade caia, porque o pessoal não tinha formação”. Como Flávio não podia estar em todos os lugares ao mesmo tempo, resolveu montar um negócio próprio de sobremesas e, em 2003, nasceu a Flavio Federico Dolci.

Conhecer os donos dos restaurantes e ter amigos famosos como Alex Atala e a apresentadora Ana Maria Braga também ajudaram os doces de Federico a ganhar fama. Mas o profissional não atribui o sucesso só aos relacionamentos com os famosos; manter a qualidade dos produtos é fundamental, destacados o confeiteiro. “Quando se tem um negócio que é bom tem de usar o que há de melhor. No meu caso, por exemplo, só uso o chocolate belga Barry Callebaut, que é um dos maiores produtores de chocolate do mundo, a melhor manteiga, ovos frescos. Tudo isso me ajuda a vender mais”.

A dermatologista das estrelas Ligia Kogos também teve um bom começo. Como era casada com um médico de renome e influente isso a ajudou, no início de sua carreira, a atender pessoas importantes, políticos e até celebridades. “Tive um começo de ouro.”

 dermatologista das estrelas Ligia Kogos:  “Tive um começo de ouro”
Waldemir Filetti
dermatologista das estrelas Ligia Kogos: “Tive um começo de ouro”

Apesar desta mãozinha no início, Ligia acredita que o atendimento personalizado a ajuda a ser conhecida. “Atender o paciente como se não existisse nada mais no mundo”, afirma a médica que tem entre sua lista de pacientes nomes como Mauricio de Souza e até a realeza britânica. Hebe Camargo também era sua cliente.

A médica ganhou expertise tão grande em atender as estrelas que criou regras no seu consultório, em São Paulo, para manter a máxima discrição no atendimento. “Temos entradas laterais para quem não quer ser visto; pessoas influentes, políticos e grandes empresários não ficam expostos na sala de espera e na minha equipe é proibido pedir autógrafos.” Apesar de todo este cuidado, Ligia garante que alguns pacientes já a fizeram balançar. “Quando o Mauricio (de Souza, criador da história em quadrinhos da Monica e do Cebolinha) veio ao meu consultório confesso que fiquei com os joelhos tremendo.”

Renato Sebastiani, proprietário Frigorífico Cowpig que vende cortes diferenciados para um público seleto, teve um começo bem menos glamouroso. O frigorífico, que tem 17 anos, só passou a ser uma marca em 2007. “Era sonho ter uma marca própria e não queria ser mais um, oferecer uma carne comum, queria atender a alta gastronomia.” Sebastiani garante que a Cowpig ficou famosa entre seus clientes igualmente famosos como os Empórios Santa Luzia, Empório Santa Maria, Rede Master e grandes restaurantes, com a propaganda boca a boca.

Para o dentista das celebridades Fábio Bibancos, a melhor propaganda é a satisfação do seu paciente. Frequentam seu consultório nomes como Jô Soares, Ana Paula Arósio e Marco Ricca. “Não existe outro caminho: o cliente satisfeito é que que vai indicar outro”.

No caso da Cowpig, o elemento sorte também esteve presente. “O dono do Fasano descobriu nossa carne em uma visita à nossa loja em Boituva e, como tinha ótimas referências, resolveu experimentar.”

O coach Homero Reis não acredita em sorte. Para ele, os bem sucedidos desenvolvem conceito de governabilidade, ou seja, o que fazer com as oportunidades. “Não é suficiente conhecer é preciso ter qualidade nos relacionamentos.” Para Reis, pessoas como Federico, Ligia, Bibancos e Sebastiani têm em comum identidade clara de quem são, dos seus sonhos e suas expectativas.

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