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Da antecipação de compra dos bilhetes aéreos à criação de sites de caronas, passageiros da Ponte Aérea listam formas de economizar

Quem viaja com freqüência na ponte aérea Rio-São Paulo já sabe que a compra de passagens na última hora pode sair mais cara que uma viagem internacional . Por essa razão, a maioria dos passageiros tenta se programar e agendar as viagens bem antes do embarque, em busca de ofertas.

O advogado Rafael Pellon, que vive em São Paulo, viaja para o Rio de Janeiro com frequência
Arquivo pessoal
O advogado Rafael Pellon, que vive em São Paulo, viaja para o Rio de Janeiro com frequência

Para o especialista em educação financeira da MoneyFit, Antonio de Julio, a compra antecipada é a melhor maneira de aliar o conforto e a rapidez da viagem de avião a preços mais em conta. “O ideal é que o viajante programe os deslocamentos pelo menos três semanas antes de viajar”, afirma.

Mas, a compra programada e a escolha por horários alternativos (e mais baratos) nem sempre são soluções viáveis, o que leva muitas pessoas a abrirem mão da viagem de avião.

É o caso do administrador de empresas paulista Caio de Barros.Casado com uma carioca, ele vai para o Rio de Janeiro pelo menos duas vezes por mês. Para reduzir as despesas com esse item do orçamento, ele procura comprar as passagens dois ou três meses antes de viajar. Mas, quando algum imprevisto ocorre, a solução é ir de carro.

“É bastante cansativo, pois perdemos em média 12 horas na estrada, contando as paradas para fazer um lanche e o engarrafamento na entrada e na saída de São Paulo. No entanto, apesar dos gastos com pedágio e combustível, sai muito mais barato ir de carro do que comprar os trechos na véspera da viagem”, afirma.

Site de caronas reduz despesas com viagem

Para economizar ainda mais, os viajantes apostam também em outras alternativas, que incluem até a criação de grupos de caronas. É o caso do advogado carioca Rafael Pellon, que veio para São Paulo em 2004. Logo que chegou, ele criou um esquema com os amigos que também moravam na capital paulista para definir o revezamento de quem iria dirigir na viagem de carro para o Rio. Em pouco tempo, a lista de e-mails, que tinha cinco ou seis nomes, já contava com 80 pessoas interessadas em caronas para viajar no final de semana.

Ao longo do tempo, o grupo estabeleceu um regulamento para que nenhum participante utilizasse a lista para se beneficiar em detrimento dos outros. Uma das regras acordadas é que o motorista que se propõe a usar seu carro e levar outras pessoas não pode cobrar nada além do combustível e do pedágio, dividido entre todos.

“Antes, havia até quem incluísse a depreciação dos pneus e do carro na conta da viagem. O objetivo do grupo não é criar um serviço de lotação em que alguém ganha para dirigir. É reduzir os custos da viagem. Para evitar discussões, calculamos com freqüência o valor da viagem”, diz Pellon.

De acordo com ele, o custo médio em carros a gasolina é de R$ 150 por trecho, incluindo combustível e pedágio. Em carros a diesel, o valor médio é de R$ 100. E se o combustível utilizado for o álcool, a conta fica em torno de R$ 170. “Ou seja, quatro pessoas viajando juntas pagam em média R$ 75 para atravessar a Dutra”, diz Pellon, que agora leva a noiva para o Rio sempre que visita o filho. Mesmo viajando menos, o advogado mantém o posto de organizador da lista, na qual só entram pessoas recomendadas pelos atuais 120 participantes.