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Os produtos desta época, os mais tradicionais, sofreram um grande impacto da variação cambial; veja dicas de especialista

O Dia

Ou se compra menos daquilo que não se abre mão ou se substitui produtos que subiram de preço por outros mais em conta; do contrário, a entrada de 2016 será com mais um pouco de dívidas
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Ou se compra menos daquilo que não se abre mão ou se substitui produtos que subiram de preço por outros mais em conta; do contrário, a entrada de 2016 será com mais um pouco de dívidas

Dólar alto e inflação subindo. E a cada dia fica evidente que a população, em geral, está com pouca grana. Tudo isso faz com que o consumidor seja mais criterioso para fazer as ceias de Natal e Ano Novo. Os produtos desta época, os mais tradicionais, sofreram grande impacto da variação cambial.

Assim, quem quiser ter uma ceia com os produtos típicos da data terá que repensar na sua estratégia. Então, a criatividade será a palavra de ordem este ano.

Ou se compra menos daquilo que não se abre mão ou se substitui os produtos que subiram muito de preço por outros mais em conta. Do contrário, a entrada de 2016 será com mais um pouco de dívidas para pagar.


Leia abaixo e conheça alternativas aos tradicionais itens das ceias de fim de ano.

Por Marco Quintarelli*

PERGUNTA E RESPOSTA

“Fui ver preços de produtos natalinos e para o réveillon de minha família e fiquei horrorizada. Já vi que para as ceias de Natal e Ano Novo vou ter que repensar o que fazer. Você tem algumas dicas?” - Marina Castro, Petrópolis

Realmente a tradicional ceia de Natal com peru, bacalhau, castanhas portuguesas panetone e vinhos importados está bem mais cara e o consumidor que quiser manter a tradição vai desembolsar, no mínimo, 25% a mais com relação a estes mesmos produtos do ano passado.

Alguns itens estão com os preços mais altos que os outros. A substituição com criatividade é o que vai lhe dar economia. O tradicional peru pode dar lugar a carne suína como o pernil que, em média, está mais barato em torno de 30%. Para aqueles que não querem deixar de lado as aves, têm as chamadas “aves especiais” que estão com preços médios 40% mais baixos do que o do peru. O bacalhau está, em média, 40% mais caro do que o Natal do passado mas caso você não queira ficar sem seu bolinho na ceia, busque por outros pescados secos para lhe garantir a receita.

Para substituir as frutas e os frutos secos como nozes, avelãs e damascos invista nas frutas de época, como abacaxi , manga , melancia e uvas. Até pêssego e ameixa nacionais , frutas típicas desta época, estão com preços bem atrativos.

Em relação a vinhos e espumantes, invista nos nacionais e até os do Mercosul como os chilenos e argentinos que, apesar de serem negociados em dólar possuem incentivo de importação e logo podem ser bem mais em conta do que os europeus, americanos e australianos.

As rabanadas fazem a alegria da maioria. É uma excelente sobremesa para se servir junto às frutas. Fazem mais vista que a tradicional castanha portuguesa que aumentou, em média, 40% em relação ao ano anterior.

Os panetones que estão, em média, 12% mais caros do que no Natal passado, caso lhe seja imprescindível, a opção é escolher os de fabricação própria. Temos muitas opções de alimentos, com criatividade vamos passar as festas sem pensar em crise.

*Marco Quintarelli é consultor do Grupo AZO. Segunda-feira, Sucesso nos Concursos.

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