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Maiores altas são observadas no mês de setembro são: limão taiti (63,2%), carambola (62,8%), chuchu (61%), coentro (73,2%)

Índice aponta que excesso de chuvas nas regiões produtoras do Sudeste, além do calor, prejudicaram o desenvolvimento das culturas, reduzindo as ofertas para a comercialização
Bárbara Ladeia/ iG São Paulo
Índice aponta que excesso de chuvas nas regiões produtoras do Sudeste, além do calor, prejudicaram o desenvolvimento das culturas, reduzindo as ofertas para a comercialização

O Índice de Preços Ceagesp avançou em 5,33% sobre setembro, com alta, principalmente, das frutas e verduras. No acumulado desde janeiro, o indicador teve alta de 6,29% e, nos últimos 12 meses, 5,49%.

De acordo com a apuração feita pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o excesso de chuvas nas regiões produtoras do Sudeste, além do calor, prejudicaram o desenvolvimento das culturas, reduzindo as ofertas para a comercialização.

No caso das frutas, o reajuste médio de 7,91% também foi influenciado pela variação cambial que levou à redução na oferta de produtos. Como 20% das frutas vêm do exterior, a Ceagesp está prevendo tendência de mais pressão sobre os preços.

As maiores elevações ocorreram sobre os seguintes itens: limão taiti (63,2%), carambola (62,8%), figo (36,8%), ameixa estrangeira (25,1%) e maçã estrangeira (18,1%). Em contrapartida, houve recuo dos preços da manga tommy (-18,9%), da acerola (-14,5%), da banana maçã (-12,7%) e melancia (-9,4%).

No grupo das verduras, os preços subiram em média 9,56%. Entre as principais correções estão o coentro (73,2%), a salsa (36,95%), a acelga (32%), a alface americana (26,3%) e a couve-flor (20%). No mesmo período, ficou mais em conta a moyashi (-5,3%), o repolho (-4,7%) e a cebolinha (-3,6%).

“A tendência é que, com o início do período de chuvas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, algumas hortaliças possam apresentar diminuição no volume ofertado e problemas na qualidade”, diz a nota de divulgação da Ceagesp. O comunicado acrescenta que as verduras estavam com preços defasados e por isso devem passar por recomposição diante de uma produção mais reduzida.

Os legumes ficaram 1,35% mais caros com destaque para o chuchu (61%), a berinjela (49,1%), o pimentão verde (33%), a ervilha torta (23,3%) e a mandioquinha (19,2%). Entre os que apresentaram queda estão o tomate cereja (-37%), o pimentão vermelho (-31,8%), o pepino japonês (-31,2%),o pimentão amarelo (-29,3%) e o cogumelo (-23,2%).

Já no grupo de produtos classificados como diversos ocorreu redução de 8,06%, puxada, principalmente, pela cebola nacional (-42,3%), batata comum (-13,3%) e batata lisa (-11,4%). Entre os que tiveram alta estão o coco seco (20,4%), milho pipoca (14,7%) e ovos (2,7%).

No segmento de pescados foi pequena a variação de alta na média 0,38%. Mas alguns itens sofreram correções mais expressivas caso do cascote (8,7%), da corvina (7,9%), da pescada (4,8%) e do cação (3,6%). Em compensação, diminuíram os preços da betarra (-13,3%), da anchova (-7,5%) e do peixe namorado (-4,5%).

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