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No acumulado do ano, alta é a maior para o período desde 2003 (6,8%), enquanto nos 12 meses 8,47% a variação é a maior desde dezembro de 2003 (9,3%); dados são do IBGE

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 0,71% em abril para de 0,74%, em maio. No acumulado do ano, o indicador acumula alta de 5,34%, o maior resultado para o período de janeiro a maio desde 2003 (6,80%).  Em igual período do ano anterior, a taxa era 3,33%.

Em maio de 2014, o IPCA havia registrado taxa de 0,46%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No acumulado dos últimos 12 meses, o índice atingiu 8,47%, acima do registrado no mesmo período imediatamente anterior, quando registrou alta de 8,17%. Nessa a taxa é maior desde dezembro de 2003, quando variou 9,3%.

Mesmo com as recentes alta da taxa básica de juros, a Selic, (com a sexta elevação no fim de maio, para 13,75% ao ano) a política monetária do governo não tem conseguido conter a alta dos preços em um cenário de desaceleração da atividade. A meta do governo é de manter a inflação em 4,5%, com teto de 6,5%, mas o período oficial avaliado é de janeiro a dezembro. A taxa básica de juros alta, como está agora, é utilizada como instrumento inibidor do consumo, o que, em tese reduziria os preços.

Com alta de 2,77%, a energia elétrica representou a maior elevação individual
Thinkstock/Getty Images
Com alta de 2,77%, a energia elétrica representou a maior elevação individual

Segundo o IBGE, os gastos que mais impactaram nas contas dos consumidores em maio vieram do grupo de alimentação e bebidas (1,37%, ante 0,97%), enquanto a menor variação ficou com os Transportes (-0,29%, ante 0,11%). Dos nove grupos, apenas três registram aceleração nos preços (alimentos e bebidas, habitação e despesas pessoais).

Individualmente, a maior alta veio da energia elétrica (2,77%), dentro do grupo habitação, que subiu de 0,93%, em abril, para 1,22% em maio.

Os alimentos com as maiores altas nos preços foram a cebola (100,45%), tomate (87,93) e cenoura (48,32%). Em direção oposta, o açúcar cristal e o frango tiveram recuo, respectivamente, de -0,69 e ,-042%, no ano.

No grupo de despesas pessoais (variação de 0,74%), a principal pressão foi exercida pelo item recreação (1,77%) tendo em vista reajustes ocorridos, a partir de 18 de maio nos valores das apostas dos jogos, cuja alta foi a 12,76%.

Veja a variação dos grupos, de abril para maio:

Alimentos e bebidas: de 0,97%, em abril, para 1,37% em maio

Habitação: de 093%, em abril, para 1,22% em maio

Artigos de residência: de 0,66%, em abril, para 0,36% em maio

Vestuário: de 0,91%, em abril, para 0,61% em maio

Transportes: de 0,11%, em abril, para -0,29% em maio

Saúde e cuidados pessoais: de 1,32%, em abril, para 1,10% em maio

Despesas pessoais: de 0,51%, em abril, para 0,74% em maio

Educação: de 0,21%, em abril, para 0,06% em maio

Comunicação: de 0,31%, em abril, para 0,17% em maio

Em habitação (1,22%), além do item energia elétrica, também pressionaram a alta do grupo o gás de botijão (1,31%); taxa de água e esgoto (1,23%); condomínio (0,89%), aluguel residencial (0,66%) e artigos de limpeza (0,65%).

Na taxa de água e esgoto, o resultado de 1,23% foi influenciado pela região metropolitana de Belo Horizonte, onde o aumento de 8,06% reflete parte do reajuste de 15,03% vigente a partir do dia 13 de maio. Na região do Rio de Janeiro, com variação de 0,96%, o reajuste de 4,05% foi em 22 de maio.

Metodologia para cálculo do IPCA

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 30 de abril a 27 de maio com os preços vigentes no período de 28 de março a 29 de abril de 2015 (base). O IPCA, calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

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