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Mesmo em desaceleração, acumulado dos últimos 12 meses registra alta de 8,22%, o maior desde janeiro de 2004 (8,46%)

A energia elétrica foi o item de maior impacto no índice, com elevação de 13,02% nas contas
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A energia elétrica foi o item de maior impacto no índice, com elevação de 13,02% nas contas

O indicador que mede a prévia da inflação variou 1,07% em abril, 0,17 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de março, 1,24%. Mesmo com a desaceleração, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou a taxa mais elevada para meses de abril desde 2003, quando atingiu 1,14%.

Com este resultado, o índice acumulado no ano situou-se em 4,61%, acima da taxa de 2,91% registrada em igual período de 2014. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice foi para 8,22%, o maior desde janeiro de 2004 (8,46%). Em abril de 2014, o IPCA-15 havia sido 0,78%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco registraram alta, com destaque para habitação, maior variação, de 3,66%, enquanto a menor foi registrada em comunicação, com queda de 0,30%.

A energia elétrica (componente do grupo habitação) com maior impacto no índice. A forte elevação de 13,02% ocorrida nas contas refletiu reajustes que passaram a vigorar a partir do dia 2 de março, tanto na bandeira tarifária vigente (vermelha) – que aumentou 83,33%, ao passar de R$ 3 para R$ 5,50 – quanto nas tarifas, com a ocorrência de reajustes extraordinários.

No grupo habitação, além da energia, ocorreram aumentos em outros itens, com destaque para taxa de água e esgoto (1,05%); artigos de limpeza (0,93%); condomínio (0,87%); gás de botijão (0,82%); aluguel residencial (0,74%); mão de obra pequenos reparos ( 0,74%).

Alimentação e bebidas subiu 1,04% (ante alta de 1,22% em março). Nos alimentos, a alta foi de 1,04%, sobressaindo os aumentos nos preços da cebola (6,72%), alho (6,61%), ovos (5,49%), leite (4,96%), tomate (4,28%) e óleo de soja (3,68%). 

Quanto aos demais destaques de itens em alta, os principais foram: passagem aérea (10,30%); serviços bancários (1,32%); telefone com internet (1,18%); empregado doméstico (1,12%); cabeleireiro (1,07%); vestuário (0,94%); conserto de automóvel (0,89%); remédios (0,81%).

Confira o comportamento dos preços, por grupos:

Geral: passou de 1,24% (março) para 1,07% (abril)

Alimentos e Bebidas: passou de 1,22% (março) para 1,04% (abril)

Habitação: passou de 2,78% (março) para 3,66% (abril)

Artigos de residência: passou de 0,44% (março) para 0,68% (abril)

Vestuário: passou de -0,11% (março) para 0,94% (abril)

Transportes: passou de 1,91% (março) para 0,33% (abril)

Saúde e cuidados pessoais: passou de 0,9*6% (março) para 0,44% (abril)

Despesas pessoais: passou de 0,41% (março) para 0,57% (abril)

Educacação: passou de 0,74% (março) para 0,14% (abril)

Comunicação: passou de -0,78% (março) para -0,3% (abril)

Os preços para o cálculo do IPCA-15 foram coletados no período de 14 de março a 13 de abril e comparados com aqueles vigentes de 12 de fevereiro a 13 de março. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, e é considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA) porque faz a coleta dos preços e na mesma abrangência geográfica, mas em um período anterior.

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