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Remunerar a criança mensalmente é o primeiro passo para a educação financeira, afirma coordenadora do ABC do Dinheiro, durante a ExpoMoney

Nem de mais, nem de menos. Essa é a medida que os pais devem buscar ao calcular a mesada dos filhos, um instrumento que, se bem dosado, é a melhor porta de entrada para educar uma criança financeiramente, afirmou ao iG a pedadoga Eliane Martins, coordenadora do espaço ABC do Dinheiro, destinado ao público infantil durante a Expo Money, nesta quinta-feira (12), em São Paulo.

-Veja também: quando ensinar a criança a lidar com o dinheiro?

"A mesada é o primeiro exercício de planejamento da criança, mas ela deve servir não apenas para consumir, como também para poupar", afirmou a especialista. Para calcular o valor mais adequado — que não prive demais a criança, nem passe a noção de que o dinheiro é infinito —, Eliane recomenda que os pais levem em conta um valor mensal que os filhos costumariam pedir para atividades de lazer e demais necessidades cotidianas.

Espaço ABC do Dinheiro, destinado ao público infantil, na Expo Money, em São Paulo
Divulgação
Espaço ABC do Dinheiro, destinado ao público infantil, na Expo Money, em São Paulo

Depois, basta cortar este valor pela metade e este será o pagamento da mesada. Mas é preciso não ceder à tentação de remunerar a criança "por fora". O recurso é necessário, de acordo com a pedagoga, para que o filho tenha condições de gastar, mas precise escolher seus gastos, e até mesmo perceber a necessidade de acumular uma quantia para alcançar algum objetivo.

Este controle também serve para frear os impulsos consumistas da criança e ensiná-la a valorizar o dinheiro. Nesta ponto, a educação financeira infantil começa pelos pais. "Aprender a dizer 'não' ao filho é muito mais educativo que dizer 'sim'", afirmou Eliane.

Devido ao peso dos adultos na formação comportamental infantil, o espaço da ExpoMoney pretende educar também os pais de cerca de 100 crianças que devem participar do evento nesta quinta-feira (12), e das 220 esperadas para sexta-feira (13).

Novidade este ano, o ABC do Dinheiro propõe interagir com o público infantil através de fábulas com lições sobre como lidar com o próprio dinheiro, como a história da Dona Baratinha, que encontrou uma moeda no chão e decidiu guardá-la em uma caixinha para um dia se casar. "É um ótimo exemplo para mostrar a importância de poupar e, ao mesmo tempo, de fazer o dinheiro circular", explica Eliane.