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Metal pode ser adquirido na Bolsa ou em instituições especializadas

Recentemente, o bilionário George Soros disse que investiu parte de seus recursos em ouro. Governos da Índia e da China vêm fazendo o mesmo. Mas para aplicar no metal, não é preciso ser um megainvestidor, ou uma nação. Qualquer pessoa pode comprar o metal precioso. Para isso, há dois caminhos: por meio da Bolsa de Valores e no chamado “mercado de balcão”.

A Bolsa, tida como mais segura pela garantia de que o metal é certificado pela BM&FBovespa, tem o inconveniente do valor mínimo. O menor contrato é de 250 gramas, o que custaria em torno de R$ 18,437 mil na cotação da última terça-feira (R$ 73,75). Além disso, essa opção exige que o investidor abra uma conta em uma corretora de valores.

Já a compra no mercado de balcão é mais simples, e pode ser feita em quantidades menores. É possível comprar barrinhas de 10 gramas e 50 gramas, ou moedas de 5 gramas, por exemplo, diz André Nunes, diretor da Associação Nacional do Ouro (Anoro) e presidente do Grupo Fitta, líder brasileiro no mercado de ouro e metais preciosos. No entanto, neste mercado os preços são superiores ao da Bolsa de Valores. “O grama de ouro no mercado de balcão custa em torno de R$ 78 para o investidor, para uma cotação de R$ 73 na Bolsa”, diz Mauriciano Cavalcante, da OuroMinas, instituição financeira que negocia ouro e câmbio.

Nos dois casos, o investidor tem a opção de levar ou não o ouro físico para casa. Na BM&FBovespa, ele realiza a compra de contratos, mas pode exigir a retirada do metal. Para isso, deve agendar em sua corretora de valores uma data para buscar seu patrimônio em um dos bancos que fazem a custódia. Nas lojas, é possível sair com as barrinhas em mãos, ou então adquirir cartões, que são certificados de que o comprador possui o metal.

No Brasil, o preço do ouro é calculado a partir do valor negociado em Nova York, onde as contas são feitas em dólares por onças (US$/oz). Cada onça equivale a 31,104 gramas, que é a unidade de medida usada no País. O preço de US$ 1.230 a onça, por exemplo, seria equivalente a R$ 69,60, considerando o dólar na cotação da última terça-feira (R$ 1,76).

Mercado pequeno

Este ano, as transacões na BM&FBovespa somaram US$ 1,141 bilhão até julho, um crescimento de 25% em relação aos R$ 914 milhões do mesmo período do ano passado. Na estimativa das empresas, o mercado de balcão negocia em torno de 50% do volume da Bolsa. Assim, é possível calcular que o mercado de ouro brasileiro tenha movimentado cerca de R$ 1,7 bilhão nos primeiros sete meses do ano.

Apesar de ser um montante ainda pequeno quando comparado com o mercado acionário, que tem giro médio diário de aproximadamente R$ 6 bilhões, instituições que negociam o metal afirmam que a procura vem crescendo. "Tem aumentado a demanda tanto por pessoas que querem uma reserva em ouro, como também para presentear familiares", afima Nunes, do Grupo Fitta.

Em contratos negociados na Bolsa, houve um crescimento de 5% nos sete primeiros meses deste ano, para 294 mil, contra 283 mil contratos de janeiro a julho de 2009, segundo dados da BM&FBovespa.