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BM&FBovespa inaugura seu maior e mais ambicioso coração tecnológico; instalações contam com 3 geradores

Numa área de 20 mil metros quadrados, é possível ver um prédio baixo, parecido com um imenso galpão. Nada lembra o charmoso e histórico edifício da BM&FBovespa na rua XV de Novembro, centro velho de São Paulo. Mas dentro dele estará, em breve, o novo coração tecnológico da Bolsa de Valores – e por lá passará quase todo o fluxo de informações do mercado financeiro.

O presidente da Bolsa, Edemir Pinto (direita), e o diretor administrativo, Marcelo Ferraz, observam as instalações do prédio recém inaugurado em Santana do Parnaíba (SP)
BM&FBovespa
O presidente da Bolsa, Edemir Pinto (direita), e o diretor administrativo, Marcelo Ferraz, observam as instalações do prédio recém inaugurado em Santana do Parnaíba (SP)

Localizado em Santana de Parnaíba (na Grande São Paulo), o novo data center da Bolsa acaba de ficar pronto após dois anos de obras. É resultado de um projeto que custou em torno de R$ 200 milhões – parte de R$ 1,5 bilhão investidos em TI – e envolveu visitas a outros centros de processamento de dados do mundo, como da Bolsa de Valores de Chicago, nos Estados Unidos.

Logo na entrada do prédio, corredores levam a salas bem refrigeradas e com máquinas gigantes. Em uma delas, enormes baterias garantem que os computadores continuem funcionando com autonomia de até 72 horas. Se houver alguma falha de energia, nada cai. 

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O controle de temperatura dos equipamentos também é fundamental para evitar panes. Para isso, dois tanques d'água com capacidade de 620 mil litros, cada um, fazem com que o ar condicionado mantenha todo o sistema resfriado em torno de 21ºC.

No antigo data center da Bolsa, a caixa d'água tem capacidade para apenas 10 mil litros, devido a restrições da prefeitura – o que prejudicava a autonomia dos processadores.

"No prédio do centro [de São Paulo] nós gastamos o dobro de energia que gastaremos aqui, graças à eficiência energética do novo projeto", explica o diretor administrativo da Bolsa, Marcelo Ferraz.

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Em outra sala gigante, ainda vazia, toda a estrutura está preparada para receber os servidores dos clientes (a Bolsa não revela quais são, nem a quantidade). Neste recinto, o piso foi elevado a uma altura de cerca de 1 metro para garantir a refrigeração dos aparelhos a partir do solo.

No andar de cima, com o piso ainda protegido para reformas, um corredor conduz a um espaço chamado War Room (sala de guerra, em português). Ali dentro, gestores e altos executivos vão se reunir para lidar com crises e tomar decisões rápidas em caso de incidentes.

Em uma área mais distante do prédio, 3 geradores dão conta de abastecer uma cidade de até 30 mil habitantes, segundo Ferraz.

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"Não basta ter só dinheiro na Bolsa. A opção de ter um data center próprio nos dá alinhamento para buscar solidez e credibilidade", afirmou o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, durante um almoço com a imprensa em visita ao local, nesta terça-feira (18).

Até o fim de 2015, a intenção é migrar todas as plataformas do antigo data center, na região central de São Paulo, para o novo espaço adquirido em 2010, que concentrará a capacidade de armazenamento, deixando o outro espaço para contingência. A Bolsa passará de cinco data centers para apenas dois com o novo projeto.

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