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É possível ficar milionário no mercado de ações ou é pura ilusão investir sem conhecimento? Acompanhe o debate

A participação de pequenos investidores na Bolsa cai ano a ano. Em 2005, eles representavam 25% do total, mas em janeiro de 2014 esta porção caiu para apenas 6,38% – o equivalente a 589 mil pessoas. Número bem distante dos 5 milhões projetados pela BM&FBovespa até 2018.

Para a sócia da Kodja & Company Investimentos, Cláudia Kodja, o investidor pessoa física está totalmente despreparado para ingressar no mercado de ações. "Acho que o pequeno investidor vem sendo maltratado pela Bolsa", diz.

Do outro lado, o sócio-analista da Empiricus Research e parceiro do Investmania, Rodolfo Amstalden, defende que não é preciso ter ferramentas para entrar neste mercado. "Sou contra simuladores de bolsa, acho isso uma grande besteira. Ninguém precisa de manual de instrução pra aprender a andar de bicicleta", compara.

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Para Claudia, o mercado carece de profissionais absolutamente independentes para recomendar produtos financeiros. O investidor é expulso da Bolsa, acredita a doutora pela USP, por não compreender a mecânica de volatilidade e oscilação do investimento.

Amstalden, por sua vez, defende ser possível enriquecer na Bolsa dando a cara para bater e aprendendo ao longo do processo, ao contrário de Cláudia, que afirma acreditar que "o único jeito de ficar rico é trabalhando".