Tamanho do texto

Simulação feita pelo sistema Economatica considerou o desempenho do índice se as ações do grupo EBX fossem retiradas da carteira

Se as ações das empresas do grupo EBX, do empresário Eike Batista, fossem excluídas do principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa teria caído apenas 14,49%, ante os 20,64% registrados entre 1º de janeiro e 1º de maio deste ano, uma diferença de 6,15%, de acordo com uma simulação feita pelo sistema Economatica.

As ações da OGX chegaram a ter perda acumulada de 91,04%, após emitir uma série de notícias desanimadoras, como a suspensão da produção no campo de Tubarão Azul já em 2014
Divulgação
As ações da OGX chegaram a ter perda acumulada de 91,04%, após emitir uma série de notícias desanimadoras, como a suspensão da produção no campo de Tubarão Azul já em 2014

O peso das principais empresas do grupo caiu consideravelmente desde o início do ano. Juntos, os papéis da petroleira OGX, da mineradora MMX e da companhia de logística LLX somavam 6,83% em 1º de janeiro. Agora, o peso das três ações no índice representa apenas 2,948%.

As três empresas de Eike lideraram o ranking das piores colocadas na Bolsa nos últimos seis meses. As ações da OGX chegaram a ter perda acumulada de 91,04%, com valor unitário de R$ 0,48, após emitir uma série de notícias desanimadoras, como a possível suspensão da produção de petróleo no campo de Tubarão Azul já em 2014, e níveis produtivos bem abaixo das expectativas.

Já a mineradora de Eike teve perdas em torno de 65% no último semestre, contaminada pelas notícias ruins da OGX no mercado, segundo analistas. O alto nível de alavancagem (endividamento) da empresa e problemas financeiros para viabilizar projetos também prejudicaram os papéis da companhia. Da mesma forma, a LLX perdeu cerca de 70% de seu valor na Bolsa durante o período, evidenciando ainda mais a crise no conglomerado do empresário que já esteve entre os oito homens mais ricos do mundo.