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Mercado de ações foi o pior investimento do mês de junho, seguido do ouro, que acumulou perda de 6,55%. Moedas estrangeiras seguiram no caminho oposto

Perda acumulada da Bolsa em junho chega a 11,31%
Divulgação
Perda acumulada da Bolsa em junho chega a 11,31%

A Bolsa de Valores de São Paulo foi a pior aplicação do mês de junho, com queda acumulada de 11,31%, até esta sexta-feira (28). Com o resultado, as perdas no mercado de ações brasileiro alcançaram 22,14% no 1º semestre do ano.

As bolsas mundiais, por sua vez, tiveram resultados em dólares entre -13% e 3%. “Mais uma vez o Brasil apresentou um dos piores desempenhos”, analisa o administrador de investimentos Fabio Colombo.

Ele enumera problemas internos que ajudaram a compor este cenário: a ameaça de rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agencia S&P seria um deles. O aumento da curva de juros futuros e a piora na balança comercial também teriam contribuído.

Outro fator que teria afetado a Bolsa, segundo o profissional, seriam os protestos contra o aumento das tarifas do transporte público ocorridos na semana passada, que levaram os governos a revisarem os valores, desvalorizando as ações de algumas empresas listadas.

Veja o desempenho das aplicações em junho

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Fabio Colombo

O ouro foi o segundo pior investimento do mês de junho, fechando com desvalorização de 6,55%. O metal precioso acumulou perdas de 19,27% nos seis primeiros meses do ano.

Ganhos

Em contrapartida, as moedas estrangeiras tiveram os melhores resultados do mês: o euro subiu 4,05%, enquanto o dólar valorizou-se 3,91%. No semestre, a moeda europeia subiu 7,40% e a norte-americada, 9,10%.

De acordo com Colombo, as apreensões sobre a retirada dos estímulos fiscais pelo FED (o banco central norte-americano) se intensificaram com a recuperação da economia dos Estados Unidos, fortalecendo o dólar frente a outras moedas e causando quedas nas bolsas mundiais.

Com aniversário em primeiro de junho, a poupança teve rendimento líquido de 0,46%. Outras aplicações, como títulos atrelados ao IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), e fundos DI renderam entre 0,50% e 1,10%. Já os fundos de renda fixa tiveram desempenho bem inferior ao de outros fundos, com rendimento bruto entre 0,00% e 0,15%.

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