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Bancos oferecem linhas de crédito calculadas sobre o valor da restituição; taxa é menor do que a de outros tipos de financiamento

Antecipar a restituição do Imposto de Renda é o sonho de boa parte dos contribuintes. De olho nesse público, alguns bancos passaram a oferecer a seus correntistas linhas de crédito calculadas sobre o valor a ser devolvido pela Receita Federal. Esse tipo de financiamento, porém, é mais indicado para quem precisa pagar dívidas cujos juros são maiores que a taxa Selic – que referenda a restituição do IR -, como cartão de crédito e cheque especial.

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“Muitas pessoas se atrapalham no começo do ano com o pagamento de IPVA, matrícula e material escolar, por exemplo. Essa linha pode ajudar esses contribuintes a quitarem dívidas como essas”, afirma Rogério Estevão, superintendente executivo de Empréstimos Pessoa Física do Santander. O banco é um dos que oferecem o recurso, ao lado de Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e HSBC.

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A taxa de juros cobrada pelas instituições varia de 2,30% ao mês - caso do Banco do Brasil – até 2,99% ao mês – HSBC e Santander. Além dos juros menores, a vantagem para o contribuinte é não ter que pagar uma parcela mensal, como ocorreria se tomasse um empréstimo comum. Quando a restituição do IR é liberada pela Receita, o banco identifica e debita o valor e os juros, em parcela única.

Entre os bancos, o Santander oferece limite mínimo de R$ 100 para contratação do crédito, enquanto Bradesco e Banco do Brasil oferecem teto de R$ 20 mil. Para tomar o empréstimo, é necessário levar uma cópia da declaração do IR a uma agência bancária ou realizar os trâmites pela internet.

Se por um lado o dinheiro pode representar um alívio para os contribuintes endividados, por outro pode ser uma ‘roubada’ para quem quer usar a restituição para investir na bolsa ou reformar a casa, segundo Flávia Barbosa, gerente da consultoria Domingues e Pinho Contadores. “A restituição é sua. Você estará tomando emprestado e com juros seu próprio dinheiro. Então se não for urgente, recomendo esperar”, afirma.

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É importante também prestar atenção na hora de preencher a declaração para não cair na malha fina, alerta o contador e administrador de empresas Antonio Carlos Bordin, presidente da Assessor Bordin Consultores Empresariais. “Se houver algum erro, pode atrasar a restituição. E aí a dívida pode virar uma bola de neve, já que o dinheiro pode demorar até ser liberado pela Receita”, explica.

Ficou com dúvidas? Envie suas perguntas para o e-mail imposto_renda@ig.com.br . Elas serão respondidas por consultores da IOB Folhamatic. As respostas serão publicadas no portal, de acordo com o tema a que dizem respeito e não serão enviadas por e-mail.

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