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Dinheiro ainda é a melhor opção, mas alternativas como cartão pré-pago oferecem praticidade e segurança

Muitas são as opções para fazer o pagamento de compras no exterior , mas como decidir qual a mais vantajosa? Com juros e o IOF elevados no cartão de crédito, tarifas para trocar os cheques de viagem e taxas no saque dos cartões pré-pago, a melhor opção continua sendo o dinheiro. Apesar de sofrer os impactos do câmbio para converter as moedas, o pagamento em espécie ainda é vantajoso para quem deseja saber exatamente quanto tem disponível para gastar

Para conseguir mais benefícios com a opção de utilizar dinheiro em espécie, o turista deve buscar sempre fazer a conversão em um momento com câmbio favorável. Além disso, vale lembrar que a troca de moedas não está totalmente isenta de tributações, já que há a cobrança de 0,38% de IOF. Além disso, viajar com maços de notas pode não ser uma alternativa segura. “O indicado é que o turista sempre calcule quanto vai precisar e reserve valores em dinheiro para gastos pequenos como transporte coletivo e passeios que muitas vezes não aceitam outras formas de pagamento”, afirma Caio Fragata Torralvo, professor de finanças da Universidade de São Paulo.

MiGCompFotoLinks_C:undefined Uma alternativa para quem tem medo de levar muito dinheiro é o cartão pré-pago. Ainda pouco utilizada, essa modalidade de pagamento permite que o viajante coloque a quantia desejada no cartão de forma a utilizá-lo como um cartão de débito no país de destino. Assim como acontece nas operações de câmbio, é preciso pagar uma tarifa de 0,38% de IOF pelas transações cambiais. Segundo o Itaú, esta opção é mais usada nos Estados Unidos (em Orlando e Miami) – com 70% das cargas – para fazer compras. Há, entretanto, algumas desvantagens. O pré-pago ainda não é oferecido por todas as instruções financeiras e bandeiras de cartões. Além disso, alguns bancos cobram taxas sobre cada saque efetuado de acordo com a moeda escolhida.

Na concorrência com os cartões pré-pagos estão os cheques de viagem (também conhecidos como traveller check). Apesar de serem vantajosos por sua segurança, já que em caso de perda ou roubo é mais fácil conseguir reembolso, também incide sobre eles a cobrança de IOF. Além disso, muitas vezes há custos pelas trocas por dinheiro. “O cheque perdeu um pouco sua atratividade porque outras modalidades, como o pré-pago, são mais práticas e não exigem que o viajante busque postos autorizados para a troca por dinheiro ”, diz Caio Fragata Torralvo, professor de finanças da Universidade de São Paulo e consultor financeiro.

Cartão de crédito tem poucas vantagens

Entre as opções para pagar compras no exterior, o cartão de crédito não é considerado uma boa escolha. Além dos juros altos, esta modalidade é a que apresenta a maior cobrança de IOF (6,38%). E, mesmo com a facilidade de estender o prazo de pagamento, o turista pode levar prejuízo na hora de pagar a conta. “A fatura está sujeita às variações cambiais, pois a conversão do valor final só acontece no fechamento da conta, o que pode ser um problema. Mas, se a pessoa preferir usá-lo é melhor pagar à vista e evitar os juros”, afirma Luiz Filipe Rossi, professor de finanças do Ibmec. “O grande erro é financiar no cartão, sofrer com uma conversão cambial cara e acabar financiando a dívida em juros altos. Por isso, é melhor manter o controle”, diz Rossi.

Veja abaixo uma comparação de 10 itens vendidos no Brasil e EUA e descubra quanto o consumidor paga de imposto sobre cada um deles:

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