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O volume de captações externas feitas por empresas e governos de países emergentes até agora já é recorde, atingindo US$ 206 bilhões, acima do recorde de 2007, quando as emissões somaram US$ 191 bilhões.

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O total de dívida soberana emitida no mercado externo pelas nações emergentes também foi recorde, atingindo US$ 92 bilhões, mesmo montante emitido no ano passado não só por governos, mas também por empresas.

O Brasil emitiu um total de US$ 29,3 bilhões em títulos soberanos e corporativos até agora em 2009, deles US$ 3,8 bilhões correspondentes a dívida soberana e US$ 25,5 bilhões a dívida corporativa, incluindo papéis quase soberanos.

Embora expressivo, o volume de papéis emitidos não provoca necessariamente excesso de oferta no mercado primário de captações externas, observa o diretor de estratégia de dívida de mercados emergentes do ING, David Spegel, responsável pelos cálculos das captações feitas pelos emergentes. Spegel afirma que o montante emitido durante 2009 reflete a demanda que ficou reprimida durante o quarto trimestre do ano passado e os primeiros meses desse ano diante em contrapartida ao baixo volume de emissões.

Paralelamente, observa Spegel, os investidores receberam no quarto trimestre de 2008 cerca de US$ 37 bilhões equivalentes ao pagamento de principal e juro de emissões prévias e US$ 47 bilhões no primeiro trimestre deste. Por outro lado, foram feitas apenas US$ 2,27 bilhões novas colocações no quarto trimestre do ano passado e US$ 27 bilhões no primeiro trimestre deste ano.

"Isto significa que os investidores ficaram com um saldo positivo de US$ 54,4 bilhões em recursos disponíveis, os quais evitaram colocar novamente no mercado primário em razão do temor (com a crise)", explicou. "Quando o mercado de captações externas foi reaberto, havia muito dinheiro disponível", disse.

Mas mesmo que o volume de captações no quarto trimestre do ano passado não estive reprimido, o montante de captações este ano ficaria apenas US$ 37 bilhões abaixo do acumulado nos 11 meses deste ano, ou seja, em torno de US$ 169 bilhões, ponderou Spegel.

"Tenha em mente que os investidores receberam US$ 155,2 bilhões em amortizações e pagamento de juro de papéis já emitidos este ano, portanto provavelmente US$ 15 bilhões correspondem a novos bônus colocados no mercado este ano, que não podem ser explicados por dinheiro reciclado com recursos provenientes do pagamento de principal e de juros". Os US$ 15 bilhões, acrescenta Spegel, representam dinheiro novo de investidores entrando no mercado, sugerindo que o recorde de US$ 206 bilhões não é realmente um volume tão assustador.

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