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"Temos demanda, crédito imobiliário e todas condições favoráveis para crescer de forma estável", diz presidente do Secovi-SP

Após encerrar 2011 com uma queda de mais de 20% nas vendas , o mercado imobiliário em São Paulo deve retomar o ritmo de crescimento este ano, apoiado na melhora da conjuntura macroeconômica, com tendência de equilíbrio entre oferta e demanda.

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo devem crescer de 3,5% a 5% em 2012 em Valor Geral de Vendas (VGV) em relação ao ano passado, segundo estimativa feita pelo sindicato que representa o setor imobiliário na capital paulista, Secovi-SP, nesta terça-feira.

Em termos de unidades, contudo, o crescimento deve ficar um pouco abaixo dessa previsão, considerando que os preços dos imóveis tendem a permanecer em alta. No ano passado, as vendas somaram R$ 13,3 bilhões em VGV.

"Temos demanda, crédito imobiliário e todas condições favoráveis para crescer de forma estável... o mercado (imobiliário) vai seguir o crescimento da economia", disse o presidente do Secovi-SP, Cláudio Bernardes.

Em termos de lançamentos, a estimativa da entidade é de que o incremento em 2012 seja inferior ao de vendas, em meio à tendência de acomodação do mercado, para equilibrar oferta e demanda. "Será um crescimento sustentável", afirmou o economista-chefe do Secovi, Celso Petrucci. "O mercado está em processo de acomodação, com o volume de lançamentos se ajustando à demanda".

No último ano, as vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo caíram 21% sobre 2010, somando 28,3 mil unidades. Já os lançamentos na capital paulista atingiram 37,7 mil unidades, queda anual de 1,3%.

"Iniciamos o ano de 2011 com descompasso entre demanda e oferta, inflação em ascensão e cenário internacional complexo", assinalou Petrucci. A maior parcela, tanto em vendas quanto em lançamentos, ficou com os imóveis de dois dormitórios, com 13,3 mil e 17,3 mil unidades, respectivamente.

O índice de velocidade de vendas -medido pela relação de venda sobre oferta- recuou de 70,3% em 2010 para 57,2% no ano passado, nível que deve se manter em 2012. O estoque de imóveis em São Paulo, enquanto isso, estava em 19,7 mil unidades em dezembro.

Preços

Em sentido contrário à queda de 1,3% nos lançamentos em termos de unidades, houve alta de 12 % no valor dos novos empreendimentos, para o total de R$ 17,7 bilhões, refletindo aumento do valor dos imóveis.

Segundo Bernardes, um dos entraves para a reversão do aumento de preços envolve a escassez de terrenos adequados para construção de unidades em grandes centros urbanos como São Paulo. "Quanto mais escassez, mais o preço sobe", disse ele, acrescentando que a "solução" está na migração para regiões fora das metrópoles e na reurbanização de áreas degradadas e industriais.

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