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Contas da Previdência Social fecharam julho com um déficit de R$ 2,581 bilhões, com base nos valores corrigidos pela inflação, informou Ministério

Valor Online

As contas da Previdência Social fecharam julho com um déficit de R$ 2,581 bilhões, resultado 17,5% superior ao mesmo mês do ano passado, com base em valores corrigidos pela inflação, considerando o índice Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), informou o Ministério da Previdência Social nesta terça-feira. Na comparação nominal, sem considerar a inflação, o déficit subiu 23,8% em relação a julho de 2011, quando os gastos superaram as receitas em R$ 2,084 bilhões.

O aumento no déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) em julho é resultado de uma arrecadação líquida total de R$ 22,284 bilhões - elevação real de 7,1% frente a igual período do ano passado, e de 12,8% de aumento nominal no valor recolhido. As despesas previdenciárias, por outro lado, somaram R$ 24,865 bilhões - avanço real de 8,1% em relação a julho do ano passado.

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Na comparação nominal, a variação foi de 13,8%. Dados divulgados nesta terça apontaram também que o rombo previdenciário caiu 6,8%, em termos reais, e 6,4%, em termos nominais, na comparação com o déficit de junho (R$ 2,757 bilhões). Até julho, as contas da Previdência Social fecharam com um déficit de R$ 23,450 bilhões, o que representa um aumento real de 1,8%. Nos primeiros sete meses do ano passado, o rombo registrado foi de R$ 21,610 bilhões.

O resultado negativo nominal da Previdência até julho deste ano, portanto, representa aumento nominal de 7,1% sobre o mesmo período de 2011. No acumulado de 12 meses, o déficit do RGPS alcançou R$ 38,051 bilhões, em número corrigido pela inflação, e de R$ 37,075 bilhões, em valor nominal. A previsão do Ministério da Previdência Social é que o déficit do RGPS seja de R$ 39,5 bilhões neste ano, com correção inflacionária. Ao divulgar os dados de junho, os técnicos da Pasta já falavam que o rombo poderia ser revisado para "algo em torno de R$ 38 bilhões".