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Advogado de poupadores havia pedido afastamento de representantes da União e do Banco Central

A Justiça negou um pedido, feito por advogado de poupadores, para que o Banco Central e a Advocacia-Geral da União fossem proibidos de atuar nos processos sobre os planos econômicos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2.

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Na ação, que chegou à Justiça no último dia 23, o advogado  Rolf Guerreiro Lauris acusa o BC e a AGU de usarem "números sabidamente incorretos"  para convencer a Justiça de que a vitória dos poupadores causaria um colapso financeiro no País.

Lauris faz referência aos R$ 341,5 bilhões que, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos terão de pagar se forem condenados no caso dos planos econômicos. Esse valor, questionado até por instituições do mercado financeiro tem sido considerado como um dos cenários possíveis pelo BC e pela AGU em manifestações à Justiça.

No dia 29, o juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal do Distrito Federal, negou o pedido feito pelo advogado e extinguiu o processo. Para o juiz, quem tem poder para decidir se uma manifestação deve ou não ser levada em conta é o relator – magistrado responsável pelo caso.

Catta Preta Neto argumentou ainda que a disputa sobre os planos econômicos é "claramente, tanto de interesse da União como do Bacen [ sigla usada para se referir ao Banco Central ]."

Em nota, o procurador-geral do BC, Isaac Menezes Ferreira, afirmou que a extinção do processo mostra "não só a temeridade da iniciativa popoulista", mas também "a lisura e a escorreita atuação do Banco Central na defesa da constitucionalidade e da legalidade de todos os planos monetários."



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