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Fundos imobiliários ou imóveis, títulos privados e ações, desde que para o longo prazo, estão entre as sugestões dos especialistas

A redução do juro básico (Selic) para o patamar mais baixo da história, de 8,5% ao ano, vai impor um desafio aos investidores que desejam ter um pouco mais de rentabilidade: será preciso arriscar mais e optar por produtos na carteira além dos tradicionais fundos de renda fixa e DI.

Fundos imobiliários ou imóveis, títulos privados e ações, desde que para o longo prazo, estão entre as sugestões.

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“Ser conservador vai ser muito caro neste momento da economia em que o juro está baixo”, diz o consultor Augusto Sabóia. A visão geral é que o investidor terá de partir para aplicações com um pouco mais de risco para ter melhor rentabilidade e até mesmo para que seu dinheiro não seja corroído pela inflação ao longo do tempo. “De forma genérica, os principais segmentos são juros, bolsa e imóveis”, resume o administrador de carteiras, Fábio Colombo.

Entre os produtos que entram no radar agora estão só títulos de dívida privada (debêntures). Alguns papéis pagam juro maior do que a Selic. Sabóia calcula que algumas emissões podem chegar a ter rentabilidade de 140% a 160% do CDI, como a da Cemig.

Em geral, porém, o retorno está diretamente associado ao risco: quanto maior o juro, maior o perigo. “Empresas de primeira linha geralmente pagam juros próximos à Selic. O grande risco é de a companhia ter problemas financeiros e não conseguir pagar o título no vencimento”, diz Colombo.

Ele acredita que boas oportunidades podem ser encontradas no mercado imobiliário, em salas comerciais e residências pequenas. “Esse investimento vai demandar que o investidor tenha um volume de recursos maior”, diz. Colombo ressalta que é preciso garimpar as ofertas, porque o preço do imóvel subiu muito e pode estar sobrevalorizado.

Uma alternativa ao bem físico é a aplicação em cotas de fundos imobiliários, negociadas como se fossem uma ação, no home broker das corretoras. Além de apresentarem boa rentabilidade, que podem chegar a pouco mais de 1% ao mês, estes fundos têm a vantagem de serem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que acaba por ampliar o retorno final da aplicação.

O risco é de avaliação, já que os fundos investem em diferentes produtos: podem simplesmente receber o aluguel de algum imóvel como um shopping ou aplicar em outros papéis do setor como os CRIs. “É difícil para a pessoa física comum saber quanto vale o investimento, se está caro ou não”, afirma Colombo.

A piora do cenário internacional causa oscilações no mercado acionário, que já cai mais de 5% em 2012. “O momento é de muita volatilidade. Não seria indicado para quem vai começar agora, só para quem já está no mercado e é jovem”, diz Sabóia. “Também sugeriria a compra de fundos acionários para haver mais diluição em vez de comprar ações diretamente.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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