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As discussões sobre a capacidade da indústria em atender ao crescimento da demanda esquentaram o debate sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para hoje e amanhã, que vai definir a taxa básica de juros (Selic) do País. Levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) indica que apenas três dos 19 setores componentes da indústria de transformação brasileira estão com nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) claramente acima da observada em setembro de 2008, período que antecedeu o aprofundamento da crise financeira global.

As discussões sobre a capacidade da indústria em atender ao crescimento da demanda esquentaram o debate sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para hoje e amanhã, que vai definir a taxa básica de juros (Selic) do País. Levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) indica que apenas três dos 19 setores componentes da indústria de transformação brasileira estão com nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) claramente acima da observada em setembro de 2008, período que antecedeu o aprofundamento da crise financeira global. É o caso da indústria automobilística, cujo grau de utilização da capacidade instalada bateu em 90,2% em fevereiro. No setor de papel e celulose, o índice chegou a 90,1% e em outros equipamentos de transporte, a 91,2%.

Todos os outros itens, inclusive o próprio indicador da indústria de transformação como um todo, estão bem próximos ou abaixo dos valores verificados no período pré-crise. Em fevereiro, o uso da capacidade instalada da indústria de transformação estava em 80,7%, 2,6 pontos porcentuais abaixo do registrado em setembro de 2008, na série do indicador livre de influências sazonais. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria (CNI). "Existe capacidade para atender à demanda sem pressão de preços", afirma o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini.

A utilização da capacidade instalada preocupa o Banco Central (BC), que teme que a oferta de produtos não atenda ao crescimento da demanda e cause inflação. Em sua última reunião, no mês passado, o Copom não mexeu na Selic. Mesmo assim, os membros do comitê avisaram que aguardariam a evolução do cenário macroeconômico até a próxima reunião "para então dar início ao ajuste da taxa básica". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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