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ROMA - O executivo-chefe da montadora de automóveis italiana Fiat, Sergio Marchionne, anunciou nesta segunda-feira que 60 mil trabalhadores do setor automotivo podem perder seus empregos se não houver ajuda por parte do Governo italiano.

Em seu discurso durante uma reunião da União Industrial de Turim, Marchionne reiterou que o setor precisa de uma intervenção estatal, diante da redução de 60% das vendas na Itália. "Não se trata de ajudar a Fiat, mas de intervir a favor de todo o setor produtivo", acrescentou.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, convocou para 28 de janeiro uma reunião com os produtores de automóveis do país para analisar possíveis medidas a favor do setor automobilístico nacional.

Em uma nota, o ministro de Desenvolvimento econômico, Claudio Scajola, explicou que esta reunião servirá para analisar as perspectivas de mercado e analisar as possíveis iniciativas que se podem tomar em nível governamental.

Por outra parte, o executivo-chefe do grupo Fiat, Sergio Marchionne, reuniu-se nesta segunda em Turim com o vice-presidente da Comissão Europeia e comissário de Empresa e Indústria, Günter Verheugen, para analisar a situação da indústria do automóvel na União Europeia, segundo uma nota do grupo italiano.

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