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A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) perdeu força, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice subiu 0,87% até a quadrissemana encerrada em 22 de março, uma taxa menor que a apurada no IPC-S da segunda quadrissemana do mês, quando teve alta de 0,93%.

Das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador, quatro apresentaram decréscimos em suas taxas de variação de preços, da segunda para a terceira prévia de março.

A taxa menor do IPC-S foi influenciada por um cenário de inflação menos intensa, e até mesmo deflação, nos preços de transportes (de 0,79% para 0,31%) e vestuário (de 0,07% para -0,37%). De acordo com a FGV, em cada uma destas classes de despesa foram registradas deflações em produtos importantes no cálculo da inflação varejista, como álcool combustível (0,16% para -3,08%) e roupas (-0,36% para -0,77%), respectivamente.

Além dos dois grupos já citados, duas classes de despesa apresentaram desaceleração ou queda de preços. É o caso de despesas diversas (de 0,20% para 0,16%) e de saúde e cuidados pessoais (de 0,39% para 0,37%).

Outras duas classes de despesa tiveram aceleração ou fim de queda de preços, no mesmo período. É o caso de educação, leitura e recreação (de deflação de 0,02% para inflação de 0,23%) e alimentação (de alta de 2,42% para aumento de 2,43%). Por fim, o grupo habitação manteve a mesma taxa de elevação de preços no período (0,30%).

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, a FGV informou que as altas mais expressivas foram registradas em tomate (50,29%), leite tipo longa vida (6,72%) e batata-inglesa (9,24%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em maçã nacional (recuo de 16,40%), álcool combustível (queda de 3,08%) e contra filé (baixa de 3,65%).

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