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Coordenador de análise econômica da instituição acredita que preços não devem cair nos próximos meses de forma tão intensa

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O ponto mais agudo da atual queda nos preços do etanol deve ser este mês, nas palavras do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Salomão Quadros. Para ele, os preços do álcool no atacado não devem cair nos próximos meses de forma tão intensa quanto à queda já detectada em junho.

Ele fez o comentário ao avaliar as baixas apuradas no atacado, dentro do IGP-10 , em álcool etílico anidro (-36,24%), misturado à gasolina; e em álcool etílico hidratado (-17,77%), o que é vendido nos postos. O especialista lembrou que o período atual é de safra de cana-de-açúcar, o que eleva a oferta de derivados deste produto, como o álcool, e recordou que a dura entressafra da cana experimentada nos primeiros meses do ano levou o preço do etanol a disparar, tanto no atacado quanto no varejo, no primeiro semestre deste ano. "Agora esta oferta começa a se normalizar, e os preços começam a cair", afirmou.

No varejo, o efeito do etanol em queda no atacado já se fez sentir. O preço da gasolina, que conta com o etanol em sua formação, saiu de uma alta de 5,61% em maio para uma baixa de 1,92% em junho, no setor varejista. "A gasolina ainda acumula alta de 7,97% no ano, junto ao consumidor", afirmou o economista da FGV, André Braz. "Isso significa que ainda tem espaço para cair mais de preço, no varejo", acrescentou Braz. Ainda segundo o especialista o preço do etanol também está em queda no varejo, e saiu de uma alta de 3,67% em maio para um recuo de 14,45% em junho. "Como o etanol ainda acumula alta de 11,88% no ano, este produto também ainda pode cair mais, no varejo", afirmou Braz.

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