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O uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no pacote habitacional gerou dúvidas em alguns integrantes do Conselho Curador do FGTS quanto à capacidade financeira do fundo de honrar os compromissos no longo prazo. O problema é que os subsídios dados para famílias de baixa renda saem dos rendimentos de aplicações financeiras feitas com o patrimônio do fundo.

Como o rendimento das contas vinculadas dos mais de 40 milhões de trabalhadores com carteira assinada é a Taxa Referencial mais 6% ao ano, o que sobra serve aos subsídios. No entanto, boa parte do patrimônio ainda está aplicada em títulos públicos, cujos juros estão em queda.

Uma pequena parte do patrimônio está no Fundo de Investimentos (FI) FGTS para financiar infraestrutura, o que pode gerar ganhos maiores, mas não imediatamente. Durante a longa negociação do pacote habitacional, integrantes do conselho levantaram essa questão, mas foram vencidos pelo governo.

Para este ano, os R$ 4 bilhões destinados aos subsídios são considerados factíveis, mas os demais R$ 8 bilhões previstos pelo programa nos próximos anos são tidos como "carta de intenção" por alguns conselheiros, já que tudo dependerá dos desdobramentos da crise no Brasil. Há ainda a possibilidade de aumento dos saques ao longo deste ano por causa das demissões de trabalhadores e também em razão do aumento, para R$ 500 mil, do valor máximo de imóvel que pode ser comprado com recursos do fundo.

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