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Washington - O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) informou nesta segunda-feira que começará a pagar juros sobre os compulsórios dos bancos, uma medida que, segundo a autoridade monetária, lhe dará maior escopo para enfrentar as dificuldades nos mercados de crédito. O Fed anunciou também que aumentará por etapas a linha de refinanciamento oferecida aos bancos a US$ 600 bilhões para aumentar sua liquidez em outubro e novembro.

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Os depósitos compulsórios têm a finalidade de tirar dinheiro de circulação. A decisão, segundo o Fed, também deverá ajudar a manter a taxa de Fed Funds mais perto da meta estabelecida por seu comitê de política monetária, de 2% ao ano.

Os Fed Funds são os títulos que lastreiam os empréstimos interbancários de um dia no mercado interbancário e são usados pelo Fed para balizar a taxa de juro no curto prazo. Seus contratos futuros são um indicador para o juro futuro nos EUA.

O Fed acrescentou que "continua preparado para tomar medidas adicionais se necessário para melhorar as condições de liquidez nos mercados monetários".

Leilões

Adicionalmente, o Fed anunciou que irá elevar o montante de seus leilões de linha de crédito emergencial (TAF) de 28 e 84 dias em US$ 150 bilhões cada um. "Esses aumentos vão acabar elevando o total em circulação sob o programa TAF para US$ 600 bilhões", disse o Fed.

Já o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou que vai fazer ajustes ao seu calendário de leilões. O Tesouro disse que está "analisando as opções concernentes à freqüência e à emissão de cupons nominais adicionais, incluindo a reintrodução do título (note) de três anos, a partir de novembro", disse a instituição em comunicado.

"Qualquer mudança no calendário de leilões será comunicada por meio da prática padrão como parte do próximo anúncio de refinanciamento trimestral na quarta-feira, 5 de novembro".

O aumento alcançará 600 bilhões de dólares em outubro e novembro de maneira que, no total, 900 billhões de dólares de créditos estejam potencialmente disponíveis antes do fim do ano, acrescenta o comunicado.

(Com EFE e Agência Estado)

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