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Inglaterra prevê queda no número de casas próprias de até 63% na próxima década, para o mais baixo desde meados da década de 8o

O mercado imobiliário do Reino Unido está em crise pela falta de imóveis e a previsão de aumento nos preços, segundo estudo publicado nesta terça-feira que pede ao Governo adoção de medidas.

A Federação Nacional de Habitação da Inglaterra prevê queda no número de casas próprias de até 63% na próxima década, para o mais baixo desde meados da década de 80, devido aos "altos preços" e a "restrição nos créditos".

"Com o número de proprietários em baixa, os aluguéis sobem rapidamente e têm agora listas de espera recorde para casas. Este é o momento de enfrentarmos o fato de que o mercado imobiliário se encontra totalmente disfuncional", disse o chefe-executivo da federação David Orr. N

a Inglaterra, a proporção de gente vivendo em casas próprias alcançou 72,5% em 2001 e cairá para 10% em 2021, segundo prevê estudo publicado nesta terça-feira. No caso de Londres, o número de proprietários descerá até 44%.

O estudo adverte que o preço dos imóveis aumentará mais de 21% nos próximos cinco anos e que no caso dos aluguéis, a alta será superior a 19%, "devido à alta demanda e a falta de oferta". "Na raiz desta crise está uma carência crônica de casas novas.

Apesar da arrasadora necessidade de aumentar a oferta, a construção desceu aos níveis mais baixos dos últimos 90 anos", denunciou Orr. O estudo totalizou em 105 mil as casas construídas entre 2010 e 2011, o que representa o número mais baixo desde a década de 20 do século passado.

Por isso, o estudo reivindica aumento de investimento do Governo em casas acessíveis, o que "estimularia uma recuperação econômica mais rápida e ajudaria a reparar o mercado imobiliário deficiente".

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