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Frankfurt, 23 - A fabricante de chips de memória alemã Qimonda informou nesta sexta-feira que pediu concordata a um tribunal em Munique. A decisão resulta de uma queda expressiva dos preços no setor e da dificuldade de acesso a financiamentos, fatores que levaram à deterioração da posição financeira da companhia.

Um plano de ajuda envolvendo o Estado Livre da Saxônia, a controladora da Infineon Technologies, uma instituição financeira portuguesa e outros bancos não foi concluído a tempo, segundo a Qimonda. A empresa disse que pretende reestruturar suas operações principais dentro do processo de concordata e acrescentou que conseguirá dar continuidade a suas atividades nesse período.

A porta-voz para o ministério da Economia alemã Beatrix Brodkorb disse que a companhia não conseguiu apresentar um modelo sustentável de negócios para que recebesse ajuda do governo e que os bancos recusaram-se a assumir os riscos remanescentes. Ela acrescentou que quaisquer garantias federais de ajuda estão ligadas à relevância da empresa para a economia e o mercado de trabalho do país e à sustentabilidade de seu modelo de negócios. As informações são da Dow Jones.

(Marcílio Souza)

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