Tamanho do texto

Exportadores ganharam reforço no crédito para investimentos. Ontem, o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou a ampliação dos recursos destinados à modernização do parque industrial exportador de R$ 3 bilhões para R$ 4 bilhões.

O reforço é destinado ao chamado Programa Revitaliza do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), que visa a ajudar setores ligados à exportação que, na época do lançamento da iniciativa, eram apelidados de "órfãos do câmbio".

Além de aumentar o dinheiro disponível, também foi aprovado o fim do limite que restringia o acesso ao crédito para empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões. Segundo o secretário-adjunto da Política Econômica do Ministério da Fazenda, Diogo Oliveira, a decisão vai permitir que grandes companhias também tenham acesso à linha de crédito.

Há, contudo, uma nova restrição. Ela não permite que um mesmo grupo econômico, como uma holding, tome mais de R$ 100 milhões em crédito no programa. O Revitaliza oferece crédito para diversos setores exportadores, como o calçadista, têxtil, moveleiro e madeireiro.

Apesar do aumento dos recursos disponíveis, o CMN aprovou o aumento da taxa de juros cobrada nos financiamentos do programa, de 7% para 9% ao ano. O conselho também acabou com o bônus de 20% sobre os juros concedido para empresas com pagamentos em dia.

Diogo Oliveira diz que, mesmo com o câmbio mais desvalorizado - situação que beneficia exportadores - , o setor ainda precisa de ajuda diante do novo cenário econômico global, que tem desacelerado a atividade nas economias maduras.

O CMN também oficializou ontem a ajuda ao setor da construção civil, que havia sido anunciada no dia anterior pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Pela decisão, até 5% dos recursos captados nas cadernetas de poupança que devem ser destinados ao crédito imobiliário poderão ser repassados ao financiamento do capital de giro de empresas do setor.

O conselho, no entanto, impôs condições para os empréstimos, como a operação de crédito ter prazo máximo de 60 meses e ser concedido até 31 de março do próximo ano. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.