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Setor externo impactou PIB negativamente, segundo IBGE

As relações comerciais do Brasil com o resto do mundo não colaboraram para o crescimento da economia no primeiro trimestre deste ano. Tanto as exportações quanto as importações recuaram. Mas as vendas aos estrangeiros diminuíram ainda mais que as compras no exterior, deixando um saldo negativo para o Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as exportações diminuíram 3,2% de janeiro a março em relação aos três últimos meses do ano passado. É a maior queda desde a crise financeira internacional, quando houve recuo de 11,2% das vendas externas.

Uma das razões que explicam a queda nas exportações é a desaceleração das vendas de minério de ferro, de uma alta de 25% no começo de 2010 para apenas 5% no início de 2011, segundo o IBGE.

Também neste trimestre as importações amargaram o maior recuo desde a crise. As compras de importados diminuíram 1,6%, na primeira queda desde o primeiro trimestre de 2009, de 19%.

A diminuição das exportações e das importações está relacionada à base de comparação elevada em 2010, segundo a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Motivada pelos investimentos, a economia voltou a crescer no começo deste ano. O PIB cresceu 1,3% no primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses de 2010. No último trimestre do ano passado, o conjunto de riquezas produzidas no País tinha aumentado 0,8%, após alta de 0,4% registrada entre julho e setembro.

Apesar da reação entre janeiro e março em relação aos últimos três meses de 2010, a economia brasileira desacelerou quando comparada ao primeiro trimestre do ano passado. Naquele momento, o País se recuperava da crise financeira internacional com taxas robustas. De janeiro a março, o PIB cresceu 4,2% em relação ao mesmo período de 2010. De outubro a dezembro, o avanço, na mesma comparação, foi de 5%.

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